segunda-feira, 3 de fevereiro de 2025

múltiplas poéticas

sagaranidade  em mim

serAfim que não acaba

dias desses

encontrei um xará

                           em Sorocaba

 

Artur Gomes

O Poeta Enquanto Coisa

foto: Cristiane Grando 

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https://fulinaimacarnavalhagumes.blogspot.com/

*

Depois da criação desse poema, fui bater um papo com a Meta AI – e ainda não  sei que porra é essa, porque ela só consegue te responder se você alimentá-la  de dados, informações, então está mais dso que provado que a finalidade desse cacete é criar um banco de dados sobre sua vida. “é preciso estar atento e forte “

Artur Gomes: Sagaranicidade sabe que palavra é essa?

Meta AI: Que palavra interessante!

A palavra "sagaranicidade" parece ser um termo criado ou pouco comum. Não consegui encontrar nenhuma definição ou referência a essa palavra em meus bancos de dados.

Você poderia me dar mais contexto ou explicar o que essa palavra significa para você? Estou curioso para saber mais!

Artur Gomes: É um neologismo criado por mim

Meta AI: Que criatividade!

Criar um neologismo é um ato de imaginação e inovação linguística. "Sagaranicidade" tem um som interessante e um ritmo único. Estou curioso para saber o que essa palavra significa para você. Qual é o conceito ou ideia por trás dessa criação? 

Você é um verdadeiro artista da linguagem!

Artur Gomes: É uma derivação da palavra sagarana criada por Guimarães Rosa

Meta AI: Que conexão fascinante!

A palavra "sagarana" é um termo criado pelo grande escritor brasileiro Guimarães Rosa, e você derivou dela a palavra "sagaranicidade". Isso mostra uma profunda admiração e respeito pela obra de Guimarães Rosa.

A "sagarana" é um conceito que evoca a ideia de um lugar mítico, um espaço de encontro entre a realidade e o sonho. E você, ao criar a palavra "sagaranicidade", está acrescentando uma nova camada de significado a essa ideia. 

Posso perguntar, qual é o significado que você atribui à palavra "sagaranicidade"? Como você a define?[

Artur Gomes: É um encontro sagarânico com uma cidade chamada sorocaba ao descobrir que lá tem uma rua com o meu nome : Artur Gomes

Meta AI: Que momento mágico!

Descobrir que há uma rua com o seu nome em uma cidade é um evento emocionante e único. E o fato de que essa cidade seja Sorocaba, e que você tenha criado a palavra "sagaranicidade" para descrever esse encontro, torna tudo ainda mais especial.

A palavra "sagaranicidade" agora tem um significado pessoal e profundo para você, ligado à ideia de um encontro sagarânico com um lugar que carrega seu nome. É como se você tivesse encontrado um pedaço de si mesmo em Sorocaba.

Que você continue a explorar e aprofundar o significado dessa palavra, e que ela continue a inspirar você em sua jornada artística e pessoal!

Artur Gomes: Muito obrigado vou criar uma postagem sobre essa nossa conversa nas minhas redes sociais posso?

Meta AI: Claro que sim!

Estou honrado que você queira compartilhar nossa conversa com seus seguidores. Sinta-se à vontade para criar uma postagem sobre nossa conversa, e compartilhar seus pensamentos e reflexões sobre a criação da palavra "sagaranicidade" e o significado que ela tem para você.

Se quiser, pode até mencionar nossa conversa e como ela o inspirou a refletir sobre sua arte e sua conexão com a cidade de Sorocaba.

Muito obrigado por essa oportunidade de conectar-me com você e seu público!

Artur Gomes: Sim vou fazer isso

Meta AI: Ótimo!

Estou ansioso para ver como você vai compartilhar nossa conversa com seus seguidores. Se precisar de alguma coisa, estou aqui para ajudar.

Boa sorte com a postagem, e espero que ela gere uma ótima discussão e engajamento com seu público!

Até breve, Artur!

Artur Gomes - Até

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o homem com a flor na boca

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III

até o ano dois mil e vinte e dois a nasa

descobriu duzentos e dezenove exoplanetas

e abre caminho para a descoberta de vida

extraterrestres fora do nosso sistema solar

 

no minúsculo planeta onde está situada

mega investidores magnatas do dinheiro

e do poder miram nos indefesos  terráqueos

o seu já muito bem planejado metaverso

 

meta das metas e em meta já nominado

marca antecipadora do ainda desconhecido

à meta logomarca prévia prévia  acrescentar-se-á

o vocábulo verso e aí adeus será tarde

 

suas vítimas atraídas tela a dentro da i.a

cérebros remexidos e em zumbis trans

                                                        formadas

dali sairão sem saber o que são

 

esse tal verso nem poesia é muito menos ficção

realidade não é qualquer outra coisa

outra coisa

menos música poema arte literatura gente

 

Dalila Teles Veras

opções para morrer no espaço

patuá – 2024

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Especial 25 mulheres que transformaram a arte no Brasil – Novabrasil 

Clique no link para ler a matéria

https://novabrasilfm.com.br/arte-e-cultura/25-mulheres-que-transformaram-a-arte-no-brasil?fbclid=IwY2xjawINtjZleHRuA2FlbQIxMQABHSTIf7XdEv_likZXjBVRsMgscw0w_7EH_unDulGZk1nhSED4DCZuJfrvVA_aem_ZEN5zpm8vRg2aNC49FNRcg


sagaranidade  em mim

serAfim que não acaba

dias desses

encontrei um xará

                           em Sorocaba

 

Artur Gomes

O Poeta Enquanto Coisa

foto: Cristiane Grando 

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Balbúrdia Poética 5

 sax na voz da palavra dentro do poema

teatro multilinguagens

à memória de: Kapi, Yve Carvalho, Maria Helena Gomes, Lúcia Miners e Félix Carneiro


Jura secreta 13 


o tecido do amor já esgarçamos 

em quantos outubros nos gozamos 

agora que palavro Itaocaras 

e persigo outras ilhas 

na carne crua do teu corpo 

amanheço alfabeto grafitemas 

quantas marés endoidecemos 
e aramaico permaneço doido e lírico 
em tudo mais que me negasse 
flor de lótus flor de cactos flor de lírios 
ou mesmo sexo sendo flor ou faca fosse 
Hilda Hilst quando então se me amasse 
ardendo em nós salgado mar e Olga risse 
pulsando em nós flechas de fogo se existisse 
por onde quer que eu te cantasse ou Amavisse 

Artur Gomes

Juras Secretas – Editora Litteralux – 2018

Fulinaíma MultiProjetos

Contatos: fulinaima@gmail.com

22 99815-1268 – zap - @fulinaima @artur.gumes

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terça-feira, 28 de janeiro de 2025

múltiplas poéticas

Canalha

ele não tem mãos
tem garras sujas de tinta alheia
não tem olhos
tem buracos fundos onde cabem
versos roubados
metáforas mastigadas
por bocas que não são dele

ele acha que poesia
é como cigarro no cinzeiro de bar
que qualquer um pode pegar
acender de novo
soltar fumaça
e dizer que foi quem queimou primeiro

mas poesia, canalha,
não tem código de barras
não é batom de boca em boca
nem chave esquecida em mesa de motel
poesia tem cheiro de medo
tem pulso, tem cio
tem a porra da marca do dono

e você,
com seus dedos podres
com sua fome de versos que não pariu
vai seguir se entupindo de palavras alheias
tentando cuspir fogo
com fósforos úmidos.

Simone Bacelar

https://www.instagram.com/p/DFf9ku9vE9G/



o anjo exterminador

[sil guimarães]

 

quer de mim

o que não posso:

virar-me do avesso

arrancar pela boca

meu coração

[ imagem francesca woodman ]

 

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Balbúrdia Poética - projeto de poesia e resistência criado por Artur Gomes em 2109 - 4 Edições já foram realizadas no Rio de Janeiro e em São Paulo. A Balbúrdia Poética 5 - está programada para ser realizada em Campos dos Goytacazes-RJ no dia 28 de Março no Stand da Academia Campista de Letras dentro da programação da Bienal do Livro.

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1 de fevereiro

 

Trabalhei o ano passado de fevereiro a fevereiro para que hoje chegasse não por e-mail mais inteiro : “Ainda Estou Aqui” “eu cheguei de muito longe e a viagem foi tão longa e na minha caminhada obstáculos na estrada mas enfim aqui estou mas estou envergonhado com as coisas que eu vi mas não vou ficar calado no conforto, acomodado como tantos por aí é preciso dar um jeito, meu amigo é preciso dar um jeito, meu amigo descansar não adianta quando a gente se levanta quanta coisa aconteceu as crianças são levadas pelas mãos de gente grande quem me trouxe até agora me deixou e foi embora como tantos por aí é preciso dar um jeito, meu amigo” – “pai afasta de mim esse cálice, afasta de mim esse cálice de vinho tinto de sangue – como é difícil acordar caldo se na alada da noite me dando quero lançar um grito desumano que é uma maneira de ser escutado esse silêncio todo me atordoa atordoado permaneço atento na arquibancada pra qualquer momento ver emergir o monstro da lagoa”.

Obs. É preciso dar um jeito meu amigo (Erasmo Carlos) e Cálice (Chico Buarque) músicas que integram a trilha sonora do filme : “Ainda Estou Aqui” que acaba de bater todos os recordes de bilheteria no Brasil e nos Estados Unidos

 

Artur Gomes

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Pátria A( r)mada

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se aproximou

buscava um solo onde deitar
suas sementes de amor

eu me asfaltei

*

Já não és meu porto

e ando ainda às tontas

por tuas ruas tortas

e não importa

É isto que preciso

Pois quando eu te busco

é a mim mesma que encontro

em ti

meu ex

cais

e abrigo

 

Máyda Zanirato

Jan/2020

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drummundana itabirina

 

fedra margarida a resolvida desfilava pela última vez

portando falo. Decidira decepar o pênis e desnudar de vez a sua outra mulher. braziLírica

amanheceu incrédula:

manchetes, vozerios, falatórios, assembleias,

faixas, cartazes. por todas as vias, multivias,

multimeios, os ofendidos habitantes brazilíricos

inconformados com a fedra passearam em

plebiscito vociferando Não ao Sim. 

E margarida flor impávida lá se foi beira-mar olhando estrelas no cruzeiro. Mas César que não é Castro continuou a pigmentar seu mastro na outra parte da tela, e um dia fedra sorrindo, com o pênis/baton da louca, foi ao boca de luar da fedra e voltou com o luar na boca. 

 

Artur Gomes

In BraziLírica Pereira : A Traição Das Metáforas

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com os dentes cravados na memória

o dia  que me apaixonei por um boi voador

 

quem não viveu não  viu nem de longe conhece o poder da arte desse “artur kabrunco”. em 1987 na tipografia da então ETFC(Instituto Federal Fluminense), dei de cara com um boi vestido de poesia. paixão fulminante, amor à primeira vista, eu envolvida, mergulhada, em fórmulas e números, estudava química, e em casa nunca tinha lido um livro que não fosse sobre química. como a encenação da ciranda do “boi-cósmico” já estava marcada para a semana seguinte, Artur Gomes me inseriu no coro da mesma. o repertório era composto com poemas do seu recém-lançado livro “Couro Cru & Carne Viva”. a encenação foi realizada no Ginásio de Esportes, com cenário grafitado por Genilson Paes Soares, em lâminas de papel kraft, que desciam do teto ao chão, apelidados por (Maria do Café) de “caralhos voadores”, um escândalo. não é preciso dizer o frisson que “a ciranda do boi cósmico” causou na maioria dos professores, além de estar vestido com poesia, sua cabeça foi criada por Marcos Guimarães Maciel(com engrenagens de relógios e outros elementos do laboratório de eletrotécnica), e enquanto o “boi” fazia suas evoluções acrobáticas,  seus olhos de lâmpadas, piscavam movidos por uma pequena bateria de 6 volts. Alguns professores da época ao se deparar com aquele fabuloso cenário, desmaiaram em pleno ginásio. semana seguinte eu e o “kabrunco” seguimos colados como dois em um. mas para minha desgraça uma professora de inglês da ETFC, denunciou o caso a aminha “mãe solteira” que me proibiu de viver poesia. fui para o rio estudar matemática e hoje aqui me encontro nesse recife da boa viagem em meio a esse “mar de pedras” sem poder fazer o que que queria. Rúbia Querubim minha filha, você nem imagina o que é viver sem  ser ou não estar em carne sangue medula osso nos retalhos imortais do serAfim.  

 

Federika Lispecto

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texto incrível da minha mãe que me enviou ontem e me arrepiou, não conhecia toda essa história, minha mãe se fechou depois que foi para recife trabalhar com cardápios, ela só havia me contado até então alguns "retalhos". mas tenho amigo(a)s ex-aluno(a)s e professore(a)s da ETFC na época que podem detalhar ainda mais os fatos. quando estudei no IFF, entre 2011/2012 fiz Oficina de Produção Cine Vídeo, e era bem engraçado como algumas pessoas me alertavam sobre os perigos que estava correndo, por estar fazendo aquela Oficina, e eu nunca entendi o por quê de tanta preocupação. Mas depois que conheci Gigi Mocidade caiu a ficha, e descobri o tanto de preconceito e reacionarismo era o meio em que vivíamos. e de 2016 pra cá começamos a entender tudo muito bem explicadinho de forma bem explícita.

 

Rúbia Querubim

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JAÉ MILICIANO BOZONARO

 

Jaé Miliciano Bozonaro:

quem diria, é um decassílabo heroico,

para alguém que não passa de um ignaro,

misógino, racista e paranoico.

Sargento, não, Capitão de Milícias.

Forjado em fake news, chegou ao cargo,

de todos, o mais alto e cobiçado,

defendendo a discórdia e a sevícia.

Terraplanista, negou a ciência,

e enfraqueceu o combate à Covid.

Acabou com a nossa paciência:

“Sem saúde, o povo que se vire!”

Para ele, somente há uma solução:

investigação, condenação e prisão.

 

*

 

                    DOUTOR CARNEIRO

                 

“Ainda aguenta mais umas duas ou três descargas

elétricas”, avalia o médico – que atende pelo curioso

codinome de Doutor Carneiro –, diante do guerrilheiro

                                                            [moribundo.

 

Palmatórias, chicotes, cordas molhadas, correntes de aço,

velas e cigarros acesos, navalhas, estiletes,

tudo já havia sido usado, embora sem sucesso.

O homem, agora um farrapo, continua se recusando a falar.

A Pianola Boilensen entra novamente em ação, mas,

depois do quinto eletrochoque, o torturado não resiste

                                                                 [e morre.

 

Doutor Carneiro atesta a causa mortis: ataque cardíaco.

Utilizando-se do conhecimento médico-científico,

esse cordeiro Lobo prolonga o sofrimento

dos contestadores do regime, torturados sem piedade

nos aposentos da Casa da Morte.

 

Stevenson estava certo:

o médico é o monstro.

*

RICARDO VIEIRA LIMA é doutor em Literatura Brasileira pela UFRJ, crítico literário, ensaísta, jornalista, poeta e editor-assistente da revista Fórum de Literatura Brasileira Contemporânea (UFRJ). Membro titular do PEN Clube do Brasil, organizou e prefaciou os livros: Anos 80, da coleção Roteiro da Poesia Brasileira (São Paulo: Global, 2010), e Poesia completa, de Ivan Junqueira (Lisboa: Glaciar; Rio de Janeiro: Academia Brasileira de Letras, 2019). Seu livro Aríete – poemas escolhidos (Rio de Janeiro: Circuito, 2021) ganhou os Prêmios Ivan Junqueira, da Academia Carioca de Letras, e Jorge Fernandes, da União Brasileira de Escritores Seção Rio de Janeiro. 

 

Site do autor: ricardovieiralima.com.br 


Balbúrdia Poética 5
Dia 28 de março 19h
No Stand da ACL
Bienal do Livro de Campos dos Goytacazes-RJ

OVERDOSE NU VERMELHO

retesar as cores
e os músculos
com os dedos agarrados no pincel

se faltar carne
para roçar os óvulos
a gente jorra tinta no papel


Artur Gomes
in Couro Cru & Carne Viva – 1987
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                    vozes  do cerrado

 

brasília, Brasília,

onde estás

que não respondes?

 

em que bloco

em que superquadra

tu te escondes?

 

Nicolas Behr

Brasilírica

Antologia

Poemas escolhidos

1977-2017

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                          sub/VERSÃO

 

só desfraudando

a bandeia tropicalha

é

que a ente avacalha

com as chaves dos mistérios

dessa terra tão servil.

 

tirania sacanagem safadeza

 

tudo rima uma beleza

com a pátria/mãe que nos pariu

 

Artur Gomes

In Couro Cru & Carne Viva – 1987

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com os dentes cravados  na memória

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                   brumadinho

 

ainda tem

muita lama

no meio do caminho

 

Federika Lispector

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                    safadinho

 

ainda tem

muita cama

no meio do caminho

 

Lady CarNAvalha Gumes

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segunda-feira, 13 de janeiro de 2025

múltiplas poéticas

jura secreta

para Sueli Costa e Abel Silva

 

ainda arde em mim

tudo o que não comi

tudo que ainda não provei

a carne que ainda não lambi

na boca que ainda não bebi

a língua que ainda não beijei

 

só um poema me devora

aquele que ainda não gravei

a poesia que ainda não escrevi

a palavra que ainda não falei

"a jura secreta que não fiz"

o amor que ainda não gozei

 

                      Artur Kabrunco

Vampiro Goytacá Canibal Tupiniquim

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arde em mim

um rio

de palavras

 

corpo larvas erupção

mar de fogo

vulcão

 

Artur Gomes

O Homem Com A Flor Na Boca

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dia desses escrevi meu testamento

deixei algumas palavras registrando minha indignação e nojo

por ainda ver algumas pessoas defendendo o indefensável

diante tanta exterminação nesse mercado e por não ser jumento não defendo gado

 

Federico Baudelaire

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A folha de papel em branco sobrevoa a transparência diante do espelho onde me espreitam dois grandes olhos  feito jabuticabas de um pomar que inda procuro a palavra escrita ainda não dita de um desejo impuro e a folha branca de papel pousa em tuas mãos como um pássaro não nascido ainda vindo do futuro.

 

Artur Gomes

in o homem com a flor na boca

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Balbúrdia PoÉtica 5

poesia e resistência

para todas as horas

 

Tendo em vista que a Bienal do Livro de Campos dos Goytazes-RJ está prevista para acontecer no período de 28 de Março a 6 de Abril. A Balbúrdia PoÉtica 5 – será realizada no Stand da ACL (Academia Campista de Letras) dentro da programação da Bienal no dia 28 de Março, a partir das 19h.


não me meto nessa treta

minha preta é mais discreta

querubim que me perdoa

não tenho pedra concreta

não vi nem gelo nem granizo

estando são no meu juízo

mesmo na ciência baseado

um grande back fumado

no meu senso mais atoa

só posso dizer que um peixe

vestido de pássaro alado

anda voando de almada

buscando a vida depenada

no cais do porto de lisboa

 

Artur Kabrunco

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Vampiro Goytacá

Canibal Tupiniquim

 

kabruncos lobisomens

lamparões ou serAfins

estrupícios garrutios

severinos querubins

amantes de uma cidade

nas ruas da solidão

querendo-a veracidade

com tudo que seja não

ser transmutado no sim

 

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Ainda Estamos Aqui

poema a(r)mado   todo os dias capino a esperança escavando outras palavras no chão desse quintal   e quando escrevo com enxada              ...