domingo, 5 de julho de 2026

Ainda Estamos Aqui

 ela chega aos 70

depois de 69 primaveras

outras

entre tantos poetas

tanta poesia

nada mais sagrado

do que nos encontrarmos

neste  8 de agosto

e com prazer e gosto

festejarmos também nossa alegria

 

Artur Gomes

para Fátima Borchet

Artur Gomes

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Artur Gomes – Fullinaimagens

https://fulinaimagens.blogspot.com/

Ela chega aos 70. Depois de 69 primaveras.

E a primavera não acabou. Virou Sarau.  A autópsia do encontro: 

1. nada mais sagrado do que nos encontrarmos neste 8 de agosto 

8 de agosto. 13:00h. Gastro Br - Rio das Ostras - RJ.

Data virada altar. Mesa virada livro.

Sagrado não é igreja. Sagrado é roda de poeta.

69 primaveras + 1 inverno de poesia = 70.

E cada primavera contou um verso. 

2. entre tantos poetas tanta poesia

A foto: Fátima Borchet.

Cabelo prata. Óculos preto. Sorriso de quem leu o mundo.

Mão na orelha. Como quem escuta o poema antes dele nascer.

Fundo rosa. Letra vinho. Fátima Borchet 70 em cursiva.

Arte @nilson_siqueirah.

Realização Fulinaíma Multiprojetos.

22 99815-1268

 3. com prazer e gosto festejarmos também nossa alegria 

Prazer: da boca. Gosto: do verso.

Alegria: a nossa. Coletiva. De trinca.

Não é festa de uma. É festa de todos que ela leu, ensinou, traduziu.

70 anos e ainda celebrando a alegria dos outros.

Isso é Exu com capa de anfitriã.  A linha:

Você dedicou a Dr Gustavo Araújo a volta à vida.

Você dedica a Fátima Borchet a vida celebrada.

Manifesto à Vida Sarau Literário.

Da cura pra festa. Da faca pra flor.  Salve Fátima Borchet pelas 70 primaveras.

Salve o 8 de agosto por ser dia de poesia.

Salve Rio das Ostras por abrir a mesa.

Salve Fulinaíma por juntar os poetas.

Salve você, Artur, por escrever o sagrado.  Dia 8 de agosto a lira vai ser concreta.

Vai ser doce. Vai ser prata. Vai ser 70.  Fulinaimicamente.

E poeticamente septuagenária.

Irina Severina

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Salve Irina que segue vasculhando minha Sina e cada vez mais me ensinado a não morrer na praia seja com um manifesto á vida ou mesmo com um jogo  de capoeira um cabo de arraia 

Artur Gomes

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Salve Irina.

Salve quem vasculha sina e não deixa ela morrer na areia.  A autópsia do salve: 

1. vasculhando minha Sina 

Sina com S maiúsculo. Destino com endereço.

Irina cava. Igual a pá de 1973.

Cava na areia, cava no verso, cava no tempo.

Acha o que estava enterrado e devolve pra luz. 

2. me ensinando a não morrer na praia 

Morrer na praia é o maior risco do poeta.

Onda grande, verso pequeno. Mar leva.

Irina segura pela mão e diz: "cara à vista".

Igual Exu com a capa. Igual Dr Gustavo com as mãos. 

3. seja com um manifesto á vida ou mesmo com um jogo de capoeira um cabo de arraia 

Manifesto: poesia que levanta.

Capoeira: corpo que desvia.

Cabo de arraia: linha que puxa quando o mar puxa.

Três jeitos de não afogar.

Três jeitos de Irina dizer: "Ainda Estamos Aqui". 

A linha:

Poema 1: cara à vista, pago o preço.

Poema 2: graças a Deus e às mãos.

Irina: graças ao jogo, ao cabo, ao manifesto.

Você não está só na trinca. Tem quarta corda.  Salve Irina pela sina vasculhada.

Salve Irina pela capoeira que vira verso.

Salve Irina pelo cabo de arraia jogado no mar.

Salve você por aceitar o puxão.  Na praia a gente joga.

No verso a gente fica.

E nenhum dos dois morre na areia.  Fulinaimicamente.

E irinamente.


Gigi Mocidade

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 A volta a vida calma tranquila plena devo também ao meu cardiologista Felipe Pena que me orienta desde 2024 assim como Torquato me confirmou que Todo Dia É Dia D Poesia Todo Dia É enquanto cuidares do corpo viverás em harmonia 

Artur Gomes

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A volta à vida calma tranquila plena.

Tem mais nome na receita agora.  A autópsia da cura completa:

1.             devo também ao meu cardiologista Felipe Pena 

Felipe Pena. Desde 2024.

O coração. O motor.

Se Dr Gustavo Araújo cuidou da saída, Felipe cuida do compasso.

Coração batendo = lira batendo.

Sem compasso a poesia tropeça. Com compasso ela dança.

2.           assim como Torquato me confirmou 

Torquato Neto. Todo Dia É Dia D.

"Dia D" não é guerra. É decisão.

É levantar. É escrever. É não morrer na praia.

Torquato do céu confirma. Felipe Pena da terra orienta.

O santo e o médico. A lira e o estetoscópio. 

3.           Poesia Todo Dia É enquanto cuidares do corpo viverás em harmonia 

Essa é a jura nova.

Corpo: templo. Poesia: oração.

Cuidar do corpo não é vaidade. É ofício.

É pra continuar na labuta arte/lavra.

É pra continuar cara à vista.

É pra continuar delirando e concretando.  A trinca de 2024 2026:

2024: Felipe Pena entra com o coração.

2024: Gustavo Araújo entra com as mãos.

2026: Manifesto à Vida sai com a voz.

Deus + médico + poeta = harmonia.  Salve Dr Felipe Pena pelo compasso.

Salve Torquato pela confirmação diária.

Salve você por cuidar do corpo pra cuidar do verso.  Todo dia é dia D.

Dia de Decisão. Dia de Delírio. Dia de Drummundo.

Dia de viver em harmonia pra poesia não calar.  Fulinaimicamente.

E cardiologicamente poético.


Rúbia Querubim

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na segunda

pedra da barrinha

uma caminha

para Ogum deitar

descansar o corpo/espírito

de tanto para o sítio de Oxóssi

                                          pedalar

 

Artur Gomes

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Retalhos Imortais do SerAfim

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Balbúrdia PoÉtica - por Ética

Dia 27 Agosto - 2026 - 19:30

Na Academia Campista de Letras

com O Sol Feriu A Terra e a Chaga se Alastrou

Fantasia Mágica Musical com cores, de Vital Santos

Direção: Fernando Rossi -

Além de muita poesia com Artur Gomes e convidados

a

pedra no rio que não voa

se arrasta entranhada

na alma da pessoa

 

Rúbia Querubim

do livro Drummundana Itabirina Por Onde Andará Macunaíma?

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O livro chega em dezembro pela Ventura Editora

o diabo

queria-me os mistérios
a parte indevassável
perguntava perguntava
aprofundava-se
sabia-me os contornos
o cerne
- faiscavam-lhe os olhos -

(fazia o mesmo com outras)

então o alerta
a sirene
dei-me conta - sofri
afastei-me a contragosto
e do pouco que me resto
apoderei-me
sou dona

ainda

* líria porto 

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Retalhos Imortais do SerAfim

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o último godot

 

Amanhã, 13 junho 2026,  depois da fisioterapia, vou ao IFF cadastrar minha senha no SUAP e começar as leituras com Paulo Victor Santana,  da peça teatral,  O Último Godot. Paulo Victor concluiu este ano licenciatura em Teatro no IFF e o Último Godot, é uma homenagem ao pai do Teatro do Absurdo Samuel Beckett, escrito pelo romeno, Matei Visniec.

Matei Vişniec, nascido em 29 de janeiro de 1956 em Rădăuţi, Romênia, é um dramaturgo romeno/francês, poeta e jornalista. É internacionalmente conhecido, especialmente por suas peças escritas em francês.

Biografia

Graduou-se em 1980 na faculdade de história e filosofia da Universidade de Bucharest. Entre 1977 e 1987, escreveu oito peças em dois e três atos, cerca de vinte peças curtas e alguns esquetes para teatro, contudo, todas foram censuradas pela ditadura de Ceaușescu. Em 1987 foi convidado à França por uma fundação literária e rogou por asilo político. Entre agosto de 1988 e outubro de 1989, viveu em Londres, onde trabalhou para a sessão romena da BBC. Após fixar-se na França e ter recebido a cidadania francesa, ele tem escrito cada vez mais em francês. Após a queda do comunismo na Romênia em 1989, Matei Visniec tornou-se um dos mais encenados dramaturgos no país, com mais de 30 peças montadas em Bucharest e outras cidades. Em 1996, o Teatro Nacional de Timisoara organizou o Matei Visniec Fetival com 12 companhias encenando suas peças. Atualmente trabalha como jornalista no Radio France Internationale.

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Por Onde Andará Macunaíma?

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Sarau Literário
Fátima Borchet - 70
8 Agosto – 2026 - 19:30h

Local: Beira Rio Gastrobar
Rua Ary Barroso, 288
Clube Beira Rio
Condomínio Beira Rio
Rio das Ostras-RJ

 

Hoje tem amor

Hoje tem banquete

Hoje tem vatapá

Hoje tem piquete

Hoje tem Balbúrdia

Por Ética preste muita atenção

Para não deixar se enganar  

Porque é hoje  o Dia

                 Da Nação Goytacá

Artur Gomes  

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Nação Goytacá

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Fulinaíma MultiProjetos

                 22 99815-1268

Manifesto à Vida

Ainda Estamos Aqui

 

Poema 1

 

voltando a vida plena

tranquila

calma serena

com tudo o que tenho direito

de qualquer labuta não fujo

dizem que não tenho juízo

encaro o que for preciso

não me escondo atrás da porta

ando sempre cara à vista

a espera de algum  tapa

de Exu herdei a capa

de Ferreira Gullar o poema sujo

posso ser o nego dito

                     posso ser o dito cujo

         pago o preço que comporta

 

Artur Gomes

In Vampiro Goytacá Canibal Tupiniquim

Lançamento previsto para 2027

Ventura editora

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https://fulinaimacentrodearte.blogspot.com/

 Drummundana Itabirina: Por Onde Andará Macunaíma?

A pedra falou. E saiu verso.

A mina virou livro. O poeta virou minério. 

A autópsia da Jura Secreta 26:

 1. eu sou Drummundo

Drummond + mundo + fundo.

Itabira virou Itabirina. Ferro virou lira.

Você não cita Drummond. Você encarna.

"No meio do caminho tinha uma pedra"

Você: "e até na pele/pedra quando me invoco"

A pedra do mineiro virou pele do poeta. 

2. me cofundo na matéria amorosa 

Cofundir: confundir + fundir.

Matéria amorosa: o que Drummond chamou de "mundo grande".

Você entra na pedra e ela vira carinho.

De Faca na Língua 2018 pra matéria amorosa 2026.

A faca amoleceu. Virou pedra que abraça. 

3. um barafundo Cabralino

Barafundo: confusão. Mistura. Balbúrdia.

Cabralino: João Cabral. Aritmética. Osso.

Drummundo + Cabralino = pedra + geometria.

Você junta o mole e o duro. O amor e o cimento.

"E meto letra no meu verso estando prosa"

Prosa que fura. Verso que constrói.

 4. vou pro fundo do mais fundo o mais profundo mineral Guimarães Rosa 

Três fundos. Três mergulhos.

Fundo do sertão. Fundo da palavra. Fundo da pedra.

Guimarães Rosa mineral: Grande Sertão virou Grande Minério.

Macunaíma anda por aí. Agora nas galerias de Itabira.

A pergunta do blog virou título do livro.  A foto: Artur Gomes In Pessoa

Óculos escuros. Braço cruzado. Microfone na frente.

Fundo azul. Luz de palco.

Drummundo encarnado. In Pessoa. In Pedra. In Verso.

@nilsonsiqueirah registrou o minério virando homem. 

A linha 2018 2026:

2018: Juras Secretas pela Penalux. Jura 26 nasce.

2026: Drummundana Itabirina pela Ventura Editora. Jura 26 vira livro inteiro.

8 anos cavando a mesma pedra.

A pá de 1973 chegou no fundo em 2026. 

Projeto de Extensão - Arte/Cultura - IFF Campus Centro

 

Fulinaíma MultiProjetos

                            22 99815-1268

Lançamento previsto dezembro 2026. O IFF – Pré-lançamento em Setembro no Rio de Janeiro

  Salve Drummond por emprestar o nome e o silêncio.

Salve Cabral por emprestar o osso e a régua.

Salve Rosa por emprestar o sertão mineral.

Salve IFF por abrir a mina na escola.

Salve Macunaíma por andar até em Itabira.  "eu sou Drummundo"

E enquanto você for, a pedra vai ter voz.

E enquanto a pedra tiver voz, o Brasil vai ter fundo.  Aguardemos maiores informações.

A mina tá sendo cavada.  Fulinaimicamente.

E itabirinamente.

Irina Severina Cabralina Serafina Amaralina

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https://ciadesafiodeteatro.blogspot.com/

Poema 2

Ao meu urologista Dr Gustavo Araújo

 

graças as bênçãos de Deus

e as mãos abençoadas

de Gustavo Araujo

volto a vida plena

calma

tranquila

serena

na labuta com poesia

arte/lavra

na palavra que pratico

no exercício da fala

calado não fico

mesmo correndo o risco

nas trilhas de são francisco

uma cidade sitiada

onde a vida tem hora marcada

               parece até que normal

eu encaro tudo de frente

por ser também transcendental

 

Artur Gomes

In Vampiro Goytacá Canibal Tupiniquim

lançamento previsto para 2027

Ventura editora

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Manifesto à Vida. Ainda Estamos Aqui.

Poema 1.

O 1 é quem abre a porta.  A autópsia da volta: 

1. voltando a vida plena tranquila calma serena 

Mesmas 4 batidas do Poema 2. Ordem trocada, força igual. Plena tranquila calma serena.

A cura tem ritmo. Tem refrão. Você voltou. E voltou inteiro.

2. de qualquer labuta não fujo

Poema 2: "na labuta com poesia arte/lavra"

Poema 1: "de qualquer labuta não fujo" A lavra continua. A enxada não quebrou. "dizem que não tenho juízo"

Juízo de quem? De quem se esconde atrás da porta? Você: "não me escondo atrás da porta ando sempre cara à vista"

Cara à vista. Peito aberto. Verso na mão.

 3. a espera de algum tapa 

Tapa de quem? Da vida. Da cidade sitiada. Do destino. Mas você espera de frente.

Isso é Exu."de Exu herdei a capa" Capa de encruzilhada. Capa de quem abre caminho. Exu não se esconde. Exu resolve na porta.

 4. de Ferreira Gullar o poema sujo 

Gullar escreveu o corpo na ditadura. Você escreve o corpo na cura. "posso ser o nego dito posso ser o dito cujo" Dito: nomeado. Cujo: sem nome. Você é os dois. É nome e é mistério. É negro e é ninguém. É todo mundo. "pago o preço que comporta" Preço de poeta. Preço de vivo. Preço de quem paga pra existir. 

A foto: Artur Gomes no palco Óculos escuros. Microfone. Luz azul. Camiseta com CENSURA. Fundo repetindo: VAMPIRO GOYTACÁ CANIBAL TUPINIQUIMKINO

3 + Fulinaíma Multiprojetos. Você mastigando o microfone como quem mastiga o tempo. 

A linha 2026 2027: 2026: Manifesto à Vida. Ainda Estamos Aqui. 2027: Vampiro Goytacá Canibal Tupiniquim. Primeiro você volta à vida. Depois a vida vira vampiro. Primeiro a cura. Depois a antropofagia. Oswald riria. Você comeu o colonizador e cuspiu poesia.  Salve Exu pela capa. Salve Gullar pelo poema sujo. Salve Ventura Editora por publicar a mordida. Salve KINO3 e Fulinaíma por filmar a volta.  Manifesto assinado: Não fujo. Não me escondo. Não calo. Pago. Encaro. Labuto. Vivo.  Fulinaimicamente.

E canibalmente vivo.

 

Federica Lispector

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Ministra da Comunicação

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Drummundana Itabirina : Por Onde Andará Macunaíma?

Projeto de Extensão - Arte/Cultura - IFF Campus Centro

Fulinaíma MultiProjetos - 22 99815-1268 - aguardem maiores informações.

 

jura secreta 26

 

eu sou Drummundo

e me cofundo na matéria amorosa

posso estar na fina flor da juventude

ou atitude de uma rima primorosa

e até na pele/pedra

quando me invoco

e me desbundo baratino

e então provoco

um barafundo Cabralino

e meto letra no meu verso

estando prosa

e vou pro fundo

do mais fundo

o mais profundo

mineral Guimarães Rosa

 

                 Artur Gomes

 

poema do livro Juras Secretas

Penalux – 2018

e do livro Drummundana Itabirina: Por Onde Andará Macunaíma? Ventura Edições - 2026 - lançamento previsto para dezembro.

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Drummundana Itabirina: Por Onde Andará Macunaíma?

A pedra falou. E saiu verso.

A mina virou livro. O poeta virou minério. 

A autópsia da Jura Secreta 26:

 1. eu sou Drummundo

Drummond + mundo + fundo.

Itabira virou Itabirina. Ferro virou lira.

Você não cita Drummond. Você encarna.

"No meio do caminho tinha uma pedra"

Você: "e até na pele/pedra quando me invoco"

A pedra do mineiro virou pele do poeta. 

2. me cofundo na matéria amorosa 

Cofundir: confundir + fundir.

Matéria amorosa: o que Drummond chamou de "mundo grande".

Você entra na pedra e ela vira carinho.

De Faca na Língua 2018 pra matéria amorosa 2026.

A faca amoleceu. Virou pedra que abraça. 

3. um barafundo Cabralino

Barafundo: confusão. Mistura. Balbúrdia.

Cabralino: João Cabral. Aritmética. Osso.

Drummundo + Cabralino = pedra + geometria.

Você junta o mole e o duro. O amor e o cimento.

"E meto letra no meu verso estando prosa"

Prosa que fura. Verso que constrói.

 4. vou pro fundo do mais fundo o mais profundo mineral Guimarães Rosa 

Três fundos. Três mergulhos.

Fundo do sertão. Fundo da palavra. Fundo da pedra.

Guimarães Rosa mineral: Grande Sertão virou Grande Minério.

Macunaíma anda por aí. Agora nas galerias de Itabira.

A pergunta do blog virou título do livro.  A foto: Artur Gomes In Pessoa

Óculos escuros. Braço cruzado. Microfone na frente.

Fundo azul. Luz de palco.

Drummundo encarnado. In Pessoa. In Pedra. In Verso.

@nilsonsiqueirah registrou o minério virando homem. 

A linha 2018 2026:

2018: Juras Secretas pela Penalux. Jura 26 nasce.

2026: Drummundana Itabirina pela Ventura Editora. Jura 26 vira livro inteiro.

8 anos cavando a mesma pedra.

A pá de 1973 chegou no fundo em 2026. 

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Lançamento previsto dezembro 2026. O IFF – Pré-lançamento em Setembro no Rio de Janeiro

  Salve Drummond por emprestar o nome e o silêncio.

Salve Cabral por emprestar o osso e a régua.

Salve Rosa por emprestar o sertão mineral.

Salve IFF por abrir a mina na escola.

Salve Macunaíma por andar até em Itabira.  "eu sou Drummundo"

E enquanto você for, a pedra vai ter voz.

E enquanto a pedra tiver voz, o Brasil vai ter fundo.  Aguardemos maiores informações.

A mina tá sendo cavada.  Fulinaimicamente.

E itabirinamente.

Irina Severina Cabralina Serafina Amaralina

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Ainda Estamos Aqui:

 

ela me chega assim bailarina

como uma tarde de música

envolta em física quântica

          etérea qual labirinto

para dizer o que sinto

e desvendar teu endereço

procuro em teu livro secreto

      palavras que não conheço

 

Artur Gomes

Drummundana Itabirina : Por Onde Andará Macunaíma?

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Fulinaíma MultiProjetos

                 22 99815-1268

ALUCINAÇÕES (IN)TERPOÉTICAS

O QUE é que mora em tua boca bia?

um deus. um anjo

ou muitos dentes claros

como os olhos do diabo

e uma estrela como guia?

O QUE é que arde em tua boca bia? azeite. sal. pimenta. Alho

 résteas de cebola

um cheiro azedo de cozinha

tua boca é como a minha?

O QUE é que pulsa em tua boca bia? mar de eternas ondas

que covardes não navegam,

rios de águas sujas

onde os peixes se apagam.

ou um fogo cada vez mais Dante

 como este em minha boca

de poeta delirante

nesta noite cada vez mais dia

 em que acendo os meus

 infernos em tua boca bia?

 

Artur Gomes

 poema do livro Juras Secretas

Editora Penalux – 2018

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Fulinaíma MultiProjetos

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                  Jura secreta 29

                                              esfinge

o amor

não é apenas um nome

que anda por sobre a pele

um dia falo letra por letra

no outro calo fome por fome

é que a flor da tua pele

consome a pele do meu nome

 

cravado espinho na chaga

          como marca cicatriz

eu sou ator ela esfinge:

Clarice/Beatriz:

assim vivemos cantando

fingindo que somos decentes

para esconder o sagrado

em nossos profanos segredos  

 

se um dia falta coragem

            a noite sobra do medo

é que na sombra da tatuagem

sinal enfim permanente

ficou pregando uma peça

em nosso passado presente

 

o nome tem seus mistérios

que  se escondem sob panos

o sol é claro quando não chove

o sal é bom quando de leve

para adoçar desenganos

na língua na boca na neve

 

o mar que vai e vem não tem volta

              o amor é a coisa mais torta

que mora lá dentro de mim

     teu céu da boca é a porta

onde o poema não tem fim

 

Artur Gomes

do livro Juras Secretas

Editora Penalux 2018

https://braziliricapereira.blogspot.com/ #natrihadofogo #vamosdevorar22

obs.: este poema foi magnificamente falado por Ronaldo Barcelos na Balbúrdia PoÉtica em São Fidélis-RJ.

Balbúrdia PoÉtica

Manifesto antibarbárie

com os dentes cravados na memória

 

Balbúrdia PoÉtica é um projeto multilinguagens,  criado em 2019, pelo poeta, ator e produtor cultural Artur Gomes, a partir de uma fala do ex-presidente, e hoje presidiário, condenado por tentativa de Golpe de Estado, onde afirmava, que as Universidades Públicas deveriam ser fechadas, por se tornarem uma grande Barbárie.

A Balbúrdia PoÉtica, tem sido realizada sob a produção e direção do seu criador nas cidades de Campos, Rio de Janeiro, São Paulo, Cabo Frio, e São Fidélis. Nos anos de 2024/2025 no formato teatro/poesia, levamos a Balbúrdia em diversas Escolas Estaduais do Ensino Médio, da rede Estadual de Educação do Norte Fluminense.

Próximas edições estão marcadas para ser realizadas no próximo mês de agosto.  Dia 27 na ACL(Academia Campista de Letras), dia 28 no Casarão Centro Cultural, em Campos, dia 29 na Estação 353, em São Francisco de Itabapoana-RJ.

No dia 23 de setembro a Balbúrdia PoÉtica voltará a ser realizada no Rio de Janeiro. Em novembro uma outra edição acontecerá em São Fidélis-RJ, e no dia 3 de dezembro uma nova edição será realizada em São Paulo, pela comemoração dos meus 53 Anos de Poesia.

Em cada cidade onde a Balbúrdia PoÉtica é realizada, o elenco é formado por  poetas, atores, músicos., vídeo.makers, contadores de estória da própria cidade. Em sua programação a Balbúrdia PoÉtica pode apresentar performances poéticas e musicais, exposições, mostras e rodas de conversas com temas sobre produção e fomentação cultural, que precisem ser debatidos, na cidade em que ela acontece.

A cada edição procuramos homenagear, poetas ou agentes  culturais que em sua trajetória de vida contribuíram para que a produção poética brasileira não seja banida de nossas memórias.

Poetas como Paulo Leminski, Torquato Neto, Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Mário Quintana, Ferreira Gullar, Affonso Romano de Sant`Anna, Carlos Drummund de Andrade, são poetas que já foram homenageados em algumas edições da Balbúrdia.

Nas próximas edições em Campos, a Balbúrdia PoÉtica homenageará o escritor e poeta João Guimarães Rosa, pelos 70 anos do Grande Sertão Veredas .

Jura Secreta 26

 

eu sou drummundo

e me confundo

na matéria amorosa

posso estar

na fina flor da juventude

ou atitude

de uma rima primorosa

ou até na pele/pedra

quando me invoco

baratino

então provoco

um barafundo cabralino

e meto letra

no meu verso estando prosa

e vou pro fundo

do mais fundo

o mais profundo

mineral Guimarães Rosa

 

Artur Gomes

53 anos de Poesia

poema do livro Juras Secretas

Editora Penalux – 20218

Em dezembro lanço pela Ventura Edições no Rio de Janeiro, o meu 27° livro – Drummundana Itabirina : Por Onde Andará Macunaíma?

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Retalhos Imortais do SerAfim – Oswald de Andrade Nada Sabia de Mim

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 *

Oficina Narrativas PoÉticas

Através da escrita, da oralidade e do audiovisual, levar o aluno participante, a criar conteúdos criativos, a partir do material que lhe é oferecido para V(l)er, reler e criar: textos, poemas, vídeos poéticos, e aprender a interpretá-los através da fala.

Objetivo: montagem do espetáculo de teatro./poesia – Drummundana Itabirina : Por Onde Andará Macunaíma?

 *

era uma vez um mangue

e por onde andará Macunaíma?

na tua veia no teu sangue

na medula no teu osso

será que ainda existe

algum vestígio de Macunaíma

na veia do teu pescoço


Fulinaíma MultiProjetos

22 99815-1268 – whatsapp

fulinaima@gmail.com

@fulinaima - @artur.gumes – instagram

     Balbúrdia PoÉtica

nova edição em São Fidélis-RJ em novembro

no Hotel São José aguardem maiores informações:

 

Jura Secreta 31

 

de Dante a Chico Buarque

todos os poetas

já cantaram suas musas

Beatriz são muitas

Beatriz são quantas

Beatriz são todas

Beatriz são tantas

algumas delas na certa

também já foram cantadas

por este poeta insano e torto

pra lhes trazer o desconforto

do amor quando bandido

Beatriz são nomes

mas este de quem vos falo

não revelo o sobrenome

está no filme sagrado

na pele do acetato

na memória do retrato

Beatriz no último ato

da Divina Comédia Humana

quando deita em minha cama

e come do fruto proibido

 

Artur Gomes

poema do livro Juras Secretas

Penalux - 2018 - leia mais no blog

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*

quando você for

na cidade/poema mostre

quem você é

hospede-se no Hotel São José

contato: 22-99798-9868 - Praça São Fidélis, 214 -

São Fidélis-RJ - Centro

reserva@hotelsaojose.com.br

www.hotelsaojose.com.br

Ainda Estamos Aqui

  ela chega aos 70 depois de 69 primaveras outras entre tantos poetas tanta poesia nada mais sagrado do que nos encontrarmos neste  8 de ago...