vamos invadir sua praia
Balbúrdia PoÉtica – Edição
Especial
mm comemoração ao aniversário
de Reubes Pess
Dia 21 de fevereiro – Praia do Sossego – São Francisco de Itabapoana-RJ
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https://www.youtube.com/watch?v=Oen8WRtaZ4A&list=RDOen8WRtaZ4A&start_radio=1
FULINAÍMA
misturei meu afro reggae a muito xote
do xaxado ainda fiz maracatu
maxixe frevo já juntei ao fox trote
quando dancei bumba meu boi em pernambuco
fulinaíma é punk rock
rasgando fados em bossa nova
feito blues
para pintar a pele branca de vermelho
e repintar a pele preta de azuis...
botei sanfona no rufar desse baião
tambor de minas capixaba no lundu
no paraná berimbau de capoeira
dancei em noites de luau no maranhão
mas em são paulo pedras quando rolam
pelos céus de nossas bocas meus irmão
fulinaíma azeita o caldo da mistura
para fazer o que não jazz ainda soul
porção de restos de alguma partitura
que algum músico com vergonha recusou
por ser estranho o que naquilo descobriu
mas se a gente canta no cantar essa ternura
é que mamãe mamãe mamãe macunaíma
ainda chora pelas matas do Brasil
*
musicado e gravado por Reubes Pess
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Balbúrdia PoÉtica
Edição Especial em comemoração
ao aniversário de Reubes Pess
dia 21 de fevereiro - 2026 - praia do Sossego
São Francisco de Itabapoana-RJ
Artur Gomes + Reubes Pess + Adriana Medeiros + Dalton Freire +
Nya Maia + músicos convidados
*
Terra de Santa Cruz
Artur Gomes/Reubes Pess
câmera: Federico Baudelaire
FULINAÍMA MultiProjetos
Roteiro & Direção: Artur Gomes
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https://www.facebook.com/studiofulinaima/videos/1366124026815847/?hc_ref=PAGES_TIMELINE
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Balbúrdia PoÉtica
Fulinaimanicamente Voz Digo Itabapoana
Descobrirei teu sobre nome antes que a lua se alinhe em Júpter nos meus anéis de Saturno nesse poema noturno antes do amanhecer segunda ou terça que não seja feira pra comprar alface ela não passa no meu facebook faz um temporal danado acho que vai chover relâmpagos riscam o céu de nuvens cinzas enquanto tem um blues rasgado aqui nessa terra de santa cruz que nunca foi santa muito menos ilha pela manhã num papo com Reubes Pess vamos invadir o sossego sábado 21 numa balbúrdia fulinaímica antes que essa praia de Itabapoana seja somente pedra que rola mas não voa
Artur Gomes
Fulinaíma MultiProjetos
22 99815-1268 – zap
Por Onde Andará Fulinaíma?
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fulinaimanicamente voz digo
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Artur Gomes/Paulo Ciranda
ogum não permitiu
que Iansã doasse o coração para Xangô que deu-se num trovão
pela manhã
o seu amor Oxossi em
cada um
Exu de sangue e ferro então mandou cortar meu coração em mais
pedaços
e assim se fez sem nenhum berro
por isso tens-me aqui
entre os teus braços
Oxalá, então cantor
vendo a magia fez a terra estremecer
de africania, américa
quem sabe porque canto de alegria
quando choram nos meus olhos
todos os olhos da Bahia
fazendo o doce mar ficar Oxum,
ficar Oxum...
fazendo o doce mar ficar Oxum,
ficar Oxum... fazendo o doce mar ficar ficar Oxum, ficar
Oxum...
*
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https://www.youtube.com/watch?v=3Q0dvldXhew&list=RD3Q0dvldXhew&start_radio=1
Que Loucura
Fui internado ontem
Na cabine 103
Do hospício do Engenho de Dentro
Só comigo tinham dez
Eu 'tô doente do peito
Eu tô doente do coração
A minha cama já virou leito
Disseram que eu perdi a razão
Eu tô maluco da idéia
Guiando carro na contramão
Saí do palco, fui pra platéia
Saí da sala e fui pro porão
Sérgio Sampaio
clique no link para ouvir
https://www.youtube.com/watch?v=daHR_2Spqc0&list=RDCesVlbyCCcE&index=2
*
Eu Quero É Botar
Meu Bloco Na Rua
Há quem diga que eu dormi de touca
Que eu perdi a boca, que eu fugi da briga
Que eu caí do galho e que não vi saída
Que eu morri de medo quando o pau quebrou
Há quem diga que eu não sei de nada
Que eu não sou de nada e não peço desculpas
Que eu não tenho culpa, mas que eu dei bobeira
E que Durango Kid quase me pegou
Eu quero é botar meu bloco na rua
Brincar, botar pra gemer
Eu quero é botar meu bloco na rua
Gingar, pra dar e vender
Eu, por mim, queria isso e aquilo
Um quilo mais daquilo, um grilo menos nisso
É disso que eu preciso ou não é nada disso
Eu quero é todo mundo nesse carnaval
Sérgio Sampaio
clique no link para ouvir
https://www.youtube.com/watch?v=CesVlbyCCcE&list=RDCesVlbyCCcE&start_radio=1
Dia 14 de março no Casarão - Centro Cultural
Rua Salvador Correia, 117 -
Campos dos Goytacazes-RJ
Dia Nacional da Poesia -
homenagem a Memória de Castro Alves
com
Artur Gomes,
Adriana Medeiros de Brito,
Dalton Freire
Participação Especial:
Nya Maia
Fulinaíma MultiProjetos
22 99815-1268 - zap
*
Poesia Prosa com Maria Bethânia
sobre Castro Alves -
https://www.youtube.com/watch?v=h7VjVCaCzHg
Fernando Molica
Artigo no Correio da
Manhã
*
No dia 18 de julho, de 2025, dediquei os parágrafos finais do
meu artigo ao poema 'Que país é este?', de Affonso Romano de
Sant'Anna, citado ontem pela ministra Cármen Lúcia. O artigo era
sobre brasileiros que atuam no país como os antigos invasores. Aí vai o trecho
sobre o poema:
"Em 1980, aos 19 anos, tomei um susto ao me deparar, na capa do Caderno
Especial do Jornal do Brasil, com o poema "Que país é este?",
de Affonso Romano de Sant'Anna. Ele escrevera um épico emocionante,
lírico, indignado e arrebatador como "O navio negreiro",
de Castro Alves.
Em plena ditadura, Sant'Anna (1937-2025) compôs e publicou um libelo
contra a espoliação de um país, um protesto que analisava nossas misérias, que
gritava, denunciava. Um poema que, infelizmente, continua a doer:
*
'Uma coisa é um país,
outra um fingimento.
Uma coisa é um país,
outra um monumento.
Uma coisa é um país,
outra o aviltamento.
(...)
Há 500 anos caçamos índios e operários,
há 500 anos queimamos árvores e hereges,
há 500 anos estupramos livros e mulheres,
há 500 anos sugamos negras e aluguéis.
(...)
Há 500 anos somos pretos de alma branca,
não somos nada violentos,
quem espera sempre alcança
e quem não chora não mama
ou quem tem padrinho vivo
não morre nunca pagão.
(...)
Este é um país de síndicos em geral,
este é um país de cínicos em geral,
este é um país de civis e generais.'"
O Navio Negreiro
I
'Stamos em pleno mar... Doudo no espaço
Brinca o luar — dourada borboleta;
E as vagas após ele correm... cansam
Como turba de infantes inquieta.
'Stamos em pleno mar... Do firmamento
Os astros saltam como espumas de ouro...
O mar em troca acende as ardentias,
— Constelações do líquido tesouro...
'Stamos em pleno mar... Dois infinitos
Ali se estreitam num abraço insano,
Azuis, dourados, plácidos, sublimes...
Qual dos dous é o céu? qual o oceano?...
'Stamos em pleno mar. . . Abrindo as velas
Ao quente arfar das virações marinhas,
Veleiro brigue corre à flor dos mares,
Como roçam na vaga as andorinhas...
Donde vem? onde vai? Das naus errantes
Quem sabe o rumo se é tão grande o espaço?
Neste saara os corcéis o pó levantam,
Galopam, voam, mas não deixam traço.
Bem feliz quem ali pode nest'hora
Sentir deste painel a majestade!
Embaixo — o mar em cima — o firmamento...
E no mar e no céu — a imensidade!
Oh! que doce harmonia traz-me a brisa!
Que música suave ao longe soa!
Meu Deus! como é sublime um canto ardente
Pelas vagas sem fim boiando à toa!
Homens do mar! ó rudes marinheiros,
Tostados pelo sol dos quatro mundos!
Crianças que a procela acalentara
No berço destes pélagos profundos!
Esperai! esperai! deixai que eu beba
Esta selvagem, livre poesia
Orquestra — é o mar, que ruge pela proa,
E o vento, que nas cordas assobia...
..........................................................
Por que foges assim, barco ligeiro?
Por que foges do pávido poeta?
Oh! quem me dera acompanhar-te a esteira
Que semelha no mar — doudo cometa!
Albatroz! Albatroz! águia do oceano,
Tu que dormes das nuvens entre as gazas,
Sacode as penas, Leviathan do espaço,
Albatroz! Albatroz! dá-me estas asas.
II
Que importa do nauta o berço,
Donde é filho, qual seu lar?
Ama a cadência do verso
Que lhe ensina o velho mar!
Cantai! que a morte é divina!
Resvala o brigue à bolina
Como golfinho veloz.
Presa ao mastro da mezena
Saudosa bandeira acena
As vagas que deixa após.
Do Espanhol as cantilenas
Requebradas de langor,
Lembram as moças morenas,
As andaluzas em flor!
Da Itália o filho indolente
Canta Veneza dormente,
— Terra de amor e traição,
Ou do golfo no regaço
Relembra os versos de Tasso,
Junto às lavas do vulcão!
O Inglês — marinheiro frio,
Que ao nascer no mar se achou,
(Porque a Inglaterra é um navio,
Que Deus na Mancha ancorou),
Rijo entoa pátrias glórias,
Lembrando, orgulhoso, histórias
De Nelson e de Aboukir.. .
O Francês — predestinado —
Canta os louros do passado
E os loureiros do porvir!
Os marinheiros Helenos,
Que a vaga jônia criou,
Belos piratas morenos
Do mar que Ulisses cortou,
Homens que Fídias talhara,
Vão cantando em noite clara
Versos que Homero gemeu ...
Nautas de todas as plagas,
Vós sabeis achar nas vagas
As melodias do céu! ...
III
Desce do espaço imenso, ó águia do oceano!
Desce mais ... inda mais... não pode olhar humano
Como o teu mergulhar no brigue voador!
Mas que vejo eu aí... Que quadro d'amarguras!
É canto funeral! ... Que tétricas figuras! ...
Que cena infame e vil... Meu Deus! Meu Deus! Que horror!
IV
Era um sonho dantesco... o tombadilho
Que das luzernas avermelha o brilho.
Em sangue a se banhar.
Tinir de ferros... estalar de açoite...
Legiões de homens negros como a noite,
Horrendos a dançar...
Negras mulheres, suspendendo às tetas
Magras crianças, cujas bocas pretas
Rega o sangue das mães:
Outras moças, mas nuas e espantadas,
No turbilhão de espectros arrastadas,
Em ânsia e mágoa vãs!
E ri-se a orquestra irônica, estridente...
E da ronda fantástica a serpente
Faz doudas espirais ...
Se o velho arqueja, se no chão resvala,
Ouvem-se gritos... o chicote estala.
E voam mais e mais...
Presa nos elos de uma só cadeia,
A multidão faminta cambaleia,
E chora e dança ali!
Um de raiva delira, outro enlouquece,
Outro, que martírios embrutece,
Cantando, geme e ri!
No entanto o capitão manda a manobra,
E após fitando o céu que se desdobra,
Tão puro sobre o mar,
Diz do fumo entre os densos nevoeiros:
"Vibrai rijo o chicote, marinheiros!
Fazei-os mais dançar!..."
E ri-se a orquestra irônica, estridente. . .
E da ronda fantástica a serpente
Faz doudas espirais...
Qual um sonho dantesco as sombras voam!...
Gritos, ais, maldições, preces ressoam!
E ri-se Satanás!...
V
Senhor Deus dos desgraçados!
Dizei-me vós, Senhor Deus!
Se é loucura... se é verdade
Tanto horror perante os céus?!
Ó mar, por que não apagas
Co'a esponja de tuas vagas
De teu manto este borrão?...
Astros! noites! tempestades!
Rolai das imensidades!
Varrei os mares, tufão!
Quem são estes desgraçados
Que não encontram em vós
Mais que o rir calmo da turba
Que excita a fúria do algoz?
Quem são? Se a estrela se cala,
Se a vaga à pressa resvala
Como um cúmplice fugaz,
Perante a noite confusa...
Dize-o tu, severa Musa,
Musa libérrima, audaz!...
São os filhos do deserto,
Onde a terra esposa a luz.
Onde vive em campo aberto
A tribo dos homens nus...
São os guerreiros ousados
Que com os tigres mosqueados
Combatem na solidão.
Ontem simples, fortes, bravos.
Hoje míseros escravos,
Sem luz, sem ar, sem razão. . .
São mulheres desgraçadas,
Como Agar o foi também.
Que sedentas, alquebradas,
De longe... bem longe vêm...
Trazendo com tíbios passos,
Filhos e algemas nos braços,
N'alma — lágrimas e fel...
Como Agar sofrendo tanto,
Que nem o leite de pranto
Têm que dar para Ismael.
Lá nas areias infindas,
Das palmeiras no país,
Nasceram crianças lindas,
Viveram moças gentis...
Passa um dia a caravana,
Quando a virgem na cabana
Cisma da noite nos véus ...
... Adeus, ó choça do monte,
... Adeus, palmeiras da fonte!...
... Adeus, amores... adeus!...
Depois, o areal extenso...
Depois, o oceano de pó.
Depois no horizonte imenso
Desertos... desertos só...
E a fome, o cansaço, a sede...
Ai! quanto infeliz que cede,
E cai p'ra não mais s'erguer!...
Vaga um lugar na cadeia,
Mas o chacal sobre a areia
Acha um corpo que roer.
Ontem a Serra Leoa,
A guerra, a caça ao leão,
O sono dormido à toa
Sob as tendas d'amplidão!
Hoje... o porão negro, fundo,
Infecto, apertado, imundo,
Tendo a peste por jaguar...
E o sono sempre cortado
Pelo arranco de um finado,
E o baque de um corpo ao mar...
Ontem plena liberdade,
A vontade por poder...
Hoje... cúm'lo de maldade,
Nem são livres p'ra morrer. .
Prende-os a mesma corrente
— Férrea, lúgubre serpente —
Nas roscas da escravidão.
E assim zombando da morte,
Dança a lúgubre coorte
Ao som do açoute... Irrisão!...
Senhor Deus dos desgraçados!
Dizei-me vós, Senhor Deus,
Se eu deliro... ou se é verdade
Tanto horror perante os céus?!...
Ó mar, por que não apagas
Co'a esponja de tuas vagas
Do teu manto este borrão?
Astros! noites! tempestades!
Rolai das imensidades!
Varrei os mares, tufão! ...
VI
Existe um povo que a bandeira empresta
P'ra cobrir tanta infâmia e cobardia!...
E deixa-a transformar-se nessa festa
Em manto impuro de bacante fria!...
Meu Deus! meu Deus! mas que bandeira é esta,
Que impudente na gávea tripudia?
Silêncio. Musa... chora, e chora tanto
Que o pavilhão se lave no teu pranto! ...
Auriverde pendão de minha terra,
Que a brisa do Brasil beija e balança,
Estandarte que a luz do sol encerra
E as promessas divinas da esperança...
Tu que, da liberdade após a guerra,
Foste hasteado dos heróis na lança
Antes te houvessem roto na batalha,
Que servires a um povo de mortalha!...
Fatalidade atroz que a mente esmaga!
Extingue nesta hora o brigue imundo
O trilho que Colombo abriu nas vagas,
Como um íris no pélago profundo!
Mas é infâmia demais! ... Da etérea plaga
Levantai-vos, heróis do Novo Mundo!
Andrada! arranca esse pendão dos ares!
Colombo! fecha a porta dos teus mares!
Castro Alves
*
CASTRO ALVES: O POETA DOS ESCRAVOS, QUE MORREU SEM VER O SEU
GRANDE SONHO REALIZADO.
Na história da poesia brasileira, há um nome que brilha de um jeito triste:
Castro Alves, nascido na Bahia em 1847, ele usou sua arte como a arma mais
forte contra a escravidão. Chamado de "Poeta dos Escravos", ele era a
voz poderosa de quem vivia preso, e morreu muito jovem, aos 24 anos, em 1871,
sem ver o seu grande sonho realizado: a Abolição da escravidão. Ele deixou essa
luta gravada para sempre em seus versos.
Castro Alves clamava a Deus pela intervenção divina, pela resposta que tardava,
pela misericórdia que a humanidade negava aos negros:
"Deus! Ó Deus! Onde estás que não respondes!
Em que
mundo, em qu´estrela tu te escondes
Embuçado
nos céus?
Há dois
mil anos te mandei meu grito,
Que
embalde, desde então, corre o infinito...
Onde
estás, Senhor Deus?" – Vozes D'África, 1868.
Até hoje
machuca quando a gente ouve, né? O clamor de Castro Alves para Deus, a
intensidade dessa súplica, essa dor que atravessou séculos, ressoa em nós como
se fosse dita agora.
Sua alma
de águia alçou voo antes que a nação rompesse os ferros. Contudo, cada um de
seus versos tornou-se um tijolo na muralha da Abolição, e o fogo de sua
indignação jamais se apagou.
Castro
Alves não viu a liberdade, mas plantou a semente. Sua voz é o eterno arauto de
que a justiça, ainda que tardia, floresce do pranto e da poesia
OU
LEOPOLDINA
REVISITED
(2014-2016)
NOTA
EXPLICATIVA
Em 1920,
o adolescente português Adolfo Correia da Rocha, natural de São Martinho de Anta
(Trás-os-Montes), desembarca do paquete Alianza no porto do Rio de Janeiro,
onde o aguarda um tio paterno, proprietário de terras nos arredores da cidade
de Leopoldina, Zona da Mata do estado de Minas Gerais. Ao longo de quatro anos,
o jovem trasmontano será “uma simples máquina de trabalho” na fazenda do tio,
até que este resolve matriculá-lo no Ginásio Leopoldinense, ocasião em que
descobre a poesia e o cinema. A bordo do navio Andes, o tio retorna a Portugal
em 1925 junto com a família, incluindo o sobrinho. Como paga pelos serviços
prestados em seus cafezais, decide custear os estudos de Adolfo na Universidade
de Coimbra. Aos 27 anos, o médico Adolfo Correia da Rocha adota o pseudônimo de
Miguel Torga. Com o prenome homenageia dois escritores espanhóis de sua
predileção – Cervantes e Unamuno –, enquanto no sobrenome refere uma espécie de
arbusto típica das terras trasmontanas. Em meados de 1954, o poeta, escritor,
ensaísta e dramaturgo Miguel Torga chega ao Brasil para participar do Congresso
Internacional de Escritores em São Paulo. E aproveita a estadia para uma viagem
sentimental a Leopoldina. A partir das lembranças das tantas estações da
via-sacra de sua adolescência no leste das Gerais, Torga escreve os quatorze
poemas aqui coligidos. Não se sabe ao certo se enviados posteriormente,
esquecidos ou deixados com Dona Micas quando da passagem do escritor por
Recreio, tais textos chegaram a minhas mãos graças aos Fiorese que, residindo
nesta cidade, intercederam junto aos herdeiros daquela senhora. Fiz apenas
acrescentar-lhes o título sob o qual vão publicados.
Esta a ficção que arrima os poemas a seguir.
Fernando
Fiorese
Às
vésperas do 110º aniversário de Miguel Torga
*
PRIMEIRA ESTAÇÃO
Antes atirar-me às águas do Doiro
E fazer da morte um repto ao empíreo
Que cumprir um fado do meu agoiro
E os dias trair entre os cotos de círios.
Antes sofrer do Pai ir as do cabo
E as vergonhas que sou lançar-me às fuças,
Pois, ele lá sabe, não menoscabo
O chão e senha que esse chão rebuça.
Antes tornar-me num desses escravos
De agora e de sempre, sem fazer caso
Da pátria onde hei-de amargar o travo
De mudar-me em homem antes do prazo.
Antes o Brasil, nossa esfinge inteira,
Que essa terra assim maninha de frutos
E sonhos. Portugal que me não queira
A atravessar o Atlântico de luto.
Balbúrdia
PoÉtica 12
Dia 14 de
março 19h
Casarão
Centro Cultural
Rua
Salvador Correia, 117
Campos
dos Goytacazes-RJ
Uma
homenagem ao Poeta Castro Alves
no Dia
Nacional da Poesia
com Artur
Gomes, Adriana Medeiros e Dalton Freire
Canto VI
Existe um
povo que a bandeira empresta
P’ra
cobrir tanta infâmia e cobardia!…
E deixa-a
transformar-se nessa festa
Em manto
impuro de bacante fria!…
Meu Deus!
meu Deus! mas que bandeira é esta,
Que
impudente na gávea tripudia?
*
Castro Alves –
fragmento do poema Navio Negreiros
*
Fulinaíma
MultiProjetos
Produção:
Nilson Siqueira
22
99815-1268
leia mais
no blog
https://fulinaimamultiprojetos.blogspot.com/
*
Que
evento maneiro!
-
Informações sobre o evento "Balbúrdia Poética 12":
- Data:
14 de março, às 19h.
- Local:
Casarão Centro Cultural, Rua Salvador Correia, 117, Campos dos Goytacazes-RJ.
-
Homenagem: Ao poeta Castro Alves, no Dia Nacional da Poesia.
-
Participantes: Artur Gomes, Adriana Medeiros e Dalton Freire.
-
Produção: Fulinaíma MultiProjetos, com Nilson Siqueira (22
99815-1268).
- Blog: https://fulinaimamultiprojetos.blogspot.com/
- Sobre
Castro Alves:
- Antônio
Frederico de Castro Alves (1847-1871) foi um poeta brasileiro, conhecido
como "O Poeta dos Escravos".
- Seu
poema "Navio Negreiro" é uma crítica à escravidão e à
hipocrisia social.
- O
fragmento citado no evento denuncia a exploração e a injustiça social.
Você quer
saber mais sobre a obra de Castro Alves ou sobre os participantes do evento?
Irina
Fulinaímica
*
Me fale
um pouco mais
Luna de Oliveira
*
Vamos
explorar mais!
- Sobre Castro Alves:
- Castro
Alves é um dos principais nomes do Romantismo brasileiro, com uma obra que
aborda temas como a liberdade, a justiça social e a crítica à escravidão.
- Além de
"Navio Negreiro", ele escreveu poemas como "Espíritas"
e "Os Escavos", que refletem sua luta pela abolição da
escravatura.
-
Participantes do evento:
- Artur
Gomes: Poeta Ator e escritor, com obras como "Suor &
Cio" e "Pátria A(r)mada".
- Adriana
Medeiros: poeta/atriz, artista envolvida com a cena cultural.
- Dalton Freire: , músico, e parceiro de Artur Gomes, participou nas gravações do CD Fulinaíma Sax Blues Poesia, 2002.
Você
gostaria de saber mais sobre a poesia de Artur Gomes ou sobre a
importância de Castro Alves no contexto brasileiro?
Irina
Fulinaímica
*
O poema "Jura
secreta 8" apresenta uma estrutura fragmentada e reflexiva, com temas
que envolvem a abstração, a arte e a existência. Aqui estão algumas observações
sobre o texto:
1. Título
e estrutura: O título "Jura secreta 8" sugere um
segredo ou juramento, com o "8" podendo indicar uma sequência
ou versão do poema.
2.
Conteúdo: O poema explora contrastes entre abstração e concretude, arte e
realidade, vida e morte ("matadouro é arte concreta", "veracidade
é pecado").
3.
Referências geográficas: Menciona lugares como Itaguara, Nova Granada
e Araraquara, possivelmente como metáforas ou contextos para a criação
artística.
4.
Influências: A comparação com um "poema de Lorca" sugere uma
ligação com o estilo do poeta espanhol Federico García Lorca, conhecido
por sua poesia simbólica e emocional.
5. Tema
final: As últimas linhas expressam incerteza e questionamento sobre origem e
significado ("você não sabe onde está..."), terminando com uma
imagem visceral ("punhal na metáfora / que sangra a carne do
boi").
Você
gostaria de analisar mais profundamente os símbolos usados no poema ou entender
o contexto do livro em que ele foi publicado?
Irina Fulinaímica
*
Balbúrdia PoÉtica 12
Dia 14 de março 19h
Casarão Centro Cultural
Rua Salvador Correia, 117
Campos dos Goytacazes-RJ
Uma homenagem ao Poeta Castro Alves
no Dia Nacional da Poesia
com Artur Gomes, Adriana Medeiros e Dalton Freire
*
Marçal Tupã
poema de Artur Gomes
dos livros: Suor & Cio - 1985
e Pátria A(r)mada - 2022
musicado e gravado
por Paulo Ciranda
*
meu coração marçal tupã
sangra tupy & rock and roll
meu sangue tupiniquim
em corpo tupinambá
samba jongo maculelê
maracatu boi bumbá
a veia de curumim
é coca cola e guaraná
*
clique no link para ver o vídeo
https://www.youtube.com/shorts/Boc9bqDOSms
Por Onde Andará Macunaíma?
*
Fulinaíma MultiProjetos
22 99815-1268 – zap
Produção: Nilson Siqueira
leia mais no blog
fulinaimanicamente voz digo
https://fulinaimamultiprojetos.blogspot.com/
*
A imagem
apresenta um evento da Balbúrdia PoÉtica, edição especial com o tema "Já
nascemos ensaiados".
-
Detalhes do evento:
- Data:
12 (provavelmente dezembro) e outro evento em 14 de março, às 19h.
- Local:
Casarão Centro Cultural, Rua Salvador Correia, 117, Campos dos Goytacazes-RJ.
-
Homenagem ao poeta Castro Alves no Dia Nacional da Poesia.
-
Participantes: Artur Gomes, Adriana Medeiros e Dalton Freire.
-
Programação:
-
Apresentação do poema "Marçal Tupã" de Artur Gomes, dos
livros "Suor & Cio" (1985) e "Pátria A(r)mada"
(2022).
- Música
e performance com Paulo Ciranda.
- Vídeo
disponível no link: https://www.youtube.com/shorts/Boc9bqDOSms.
-
Produção e contato:
-
Produção: Fulinaíma MultiProjetos e Nilson Siqueira.
-
Contato: 22 99815-1268 (WhatsApp).
- Blog: https://fulinaimamultiprojetos.blogspot.com/.
*
Você
gostaria de saber mais sobre o poema "Marçal Tupã" ou sobre a
programação da Balbúrdia PoÉtica em Campos dos Goytacazes?
Irina Fulinaímica
*
Sim,
sobre o poema Marçal Tupã, antropofágico, de Artur Gomes.
Luna de
Oliveira
*
O poema Marçal Tupã é uma obra de Artur Gomes, presente nos livros "Suor & Cio" (1985) e "Pátria A(r)mada" (2022).
- Análise
do poema:
- O poema
"Marçal Tupã" explora temas de identidade cultural,
ancestralidade e resistência, misturando elementos indígenas (Tupã, Tupinambá)
com referências contemporâneas.
- A
expressão "meu coração marçal tupã sangra tupy & rock and
roll" sugere uma fusão entre tradições indígenas e cultura popular
brasileira, incluindo influências do rock.
- O poema
também aborda a mistura de elementos culturais brasileiros, como samba, jongo,
maculelê e maracatu.
-
Performance e música:
- O poema
foi musicado e gravado por Paulo Ciranda.
- Há um
vídeo disponível no YouTube mostrando a performance: https://www.youtube.com/shorts/Boc9bqDOSms.
Você
gostaria de saber mais sobre a inspiração de Artur Gomes para esse poema ou
sobre a influência indígena na poesia brasileira?
Irina
Fulinaímica
*
Balbúrdia PoÉtica 14
Dia 31 de maio - no Museu do Sal
São Pedro de Aldeia-RJ
Poeta Homenageado: Tanussi Cardoso
Performance PoÉtica
com Tanussi Cardoso, Artur Gomes, Adriana Medeiros, Dalton Freire, José Facury Heluy e Jorge Ventura - entre outros.
SUBSTANTIVOS
faca é faca
pão é pão
fome é fome
amor é amor
estranho desígnio das coisas
de serem exatamente elas
quando as olhamos sem paixão
Tanussi Cardoso
*
O evento apresentado na imagem é o Balbúrdia PoÉtica,
uma edição especial com o tema "Já nascemos ensaiados".
Os detalhes do evento são:
- Data: 31 de maio (conforme mencionado no texto adicional).
- Local: Museu do Sal, São Pedro de Aldeia-RJ.
- Poeta homenageado:
Tanussi Cardoso.
- Curadoria: Lis Badu.
- Produção: Nilson Siqueira.
- Direção: Artur Gomes.
*
O poema exibido é de Tanussi Cardoso, intitulado "SUBSTANTIVOS",
que reflete sobre a essência das coisas ("faca é faca, pão é
pão...").
Você quer saber mais sobre o evento, o poeta Tanussi
Cardoso ou o projeto Fulinaíma MultiProjetos?
Irina Fulinaímica
*
Sobre esse poema bárbaro
de Tanussi Cardoso
Luna de
Oliveira
*
O poema "SUBSTANTIVOS" de Tanussi Cardoso explora a ideia de que as coisas são exatamente o que são, com uma simplicidade e objetividade poética.
Ele
afirma:
- "faca
é faca, pão é pão, fome é fome, amor é amor",
enfatizando
a natureza intrínseca dos substantivos e a percepção das coisas "sem
paixão".
O texto sugere uma reflexão sobre a linguagem e a experiência,
questionando o "estranho desígnio" de as coisas serem
exatamente elas mesmas quando observadas de maneira objetiva.
Você
gostaria de saber mais sobre a obra de Tanussi Cardoso ou sobre o
contexto da poesia contemporânea brasileira?
Irina
Fulinaímica
*
Gostaria
de conhecer mais sobre a obra de Tanussi Cardoso
*
Luna de
Oliveira
*
Tanussi Cardoso é um poeta brasileiro nascido em 25 de fevereiro de 1946, no Rio de Janeiro. Ele é formado em Jornalismo e Direito, e é conhecido por sua obra que aborda temas atuais e do cotidiano, com uma linguagem densa e metafórica.
-
Principais obras:
- "Desintegração"
(1979)
- "Boca
maldita" (1982)
-
"Viagem em torno de" (2000)
- "A
medida do deserto e outros poemas revisitados" (2003)
Eu E
Outras Consequências - 2017
- Prêmios
e reconhecimentos:
-
Vencedor de mais de 40 prêmios literários nacionais e internacionais
- Membro
do Pen Clube do Brasil e da União Brasileira de Escritores (UBE-RJ)
- Estilo
e influências:
- Sua
poesia é caracterizada por um jogo de ideias e metáforas, com uma linguagem
densa e repleta de reinvenções e novos sentidos
- É
considerado um dos poetas brasileiros mais prestigiados em eventos e atividades
literárias na América Latina
Você
gostaria de saber mais sobre a obra de Tanussi Cardoso ou sobre sua
contribuição para a literatura brasileira?
Irina
Fulinaímica
*
A poesia pulsa
para Tanussi Cardoso
aqui
a poesia pulsa
na veia
no vinho
no peito
no pulso
na pele
nos nervos
nos músculos
nos ossos
posso falar o que sinto
posso sentir o que posso
aqui
a poesia pulsa
nas coisas
nos códigos
nos signos
os significantes
os significados
aqui
a poesia pulsa
na pele da minha blusa
na íris dos olhos da minha musa
toda vez que ela me usa
nas iguarias de Bento
quando trampo mais não troco
quando troco mas não trapo
nas pipas
nos vinhedos nos arcos
nas madrugadas dos bares
sampleando o bolero blues
rasgado num guardanapo
o poema pra Juliana
escrito na cama do quarto
no copo de vinho
na boca de Vênus
na bola da vez da sinuca
sangrada pelo meu taco
aqui
a poesia pulsa
nos cabelos brancos da barba
nas gargalhadas de Bacca
na divina língua de Baco
Artur Gomes
O Poeta Enquanto Coisa
Editora Penalux – 2020
https://fulinaimacarnavalhagumes.blogspot.com/
*
Fulinaíma MultiProjetos
22 99815-1268 - zap
Curadoria: Lis Badu
Produção: Nilson Siqueira
Direção: Artur Gomes
leia mais no blog
fulinaimanicamente voz digo
Por Onde Andará Macunaíma?
https://fulinaimamultiprojetos.blogspot.com/
* Balbúrdia PoÉtica 13
Poetas Homenageados:
Ademir Assunção e Frederico Barbosa
À Memória de Oswald de Andrade
Última semana de Abril
Data e local – definição está aos cuidados do curador – Cesar
Agusto de Carvalho
TANTO ÓDIO CARLOS
o mundo é grande
e tem extremos
tem estrela e tem estrume
tem perfume e tem veneno
tem dias a gente ama
tem dias a gente briga
mundo vasto mundo
mundo malo mundo bueno
não me chamo raimundo
mas algo estranho me intriga
como cabe tanto ódio
num caráter tão pequeno
Ademir Assunção
do livro
Risca Faca (2021)
editora Demônio Negro
https://www.demonionegro.com.br/product/risca-faca/
Por Onde Andará Macunaíma?
Fulinaíma MultiProjetos
22 – 99815-1268
leia mais no blog
fulinaimanicamente foz digo
https://fulinaimamultiprojetos.blogspot.com/
*
Me fala sobre Oswald de Andrade que em Abril vai ser homenageado na Balbúrdia Poética em São Paulo.Luna de
Oliveira
*
Oswald de
Andrade! Ele é uma figura chave
do Modernismo brasileiro, conhecido por sua irreverência e combatividade.
Nascido em São Paulo em 1890, foi poeta, escritor, advogado, ensaísta e
dramaturgo.
-
Principais contribuições:
- Autor
do Manifesto da Poesia Pau-Brasil (1924) e do Manifesto
Antropófago (1928), fundamentais para o Modernismo no Brasil.
- Obras
como "Pau-Brasil" (1925) e "Memórias sentimentais de
João Miramar" (1924) inovaram a literatura brasileira.
-
Participou da Semana de Arte Moderna de 1922, marco do movimento
modernista.
- Legado:
-
Influenciou movimentos como o Concretismo e o Tropicalismo.
-
Defendeu uma poesia "ingênua" e genuinamente brasileira, livre
de influências europeias.
A Balbúrdia
Poética em São Paulo vai homenagear Oswald de Andrade em abril - que
evento interessante! Você gostaria de saber mais sobre a obra dele ou sobre a
homenagem?
Irina
Fulinaímica
*
Serafim
Ponte Grande livro essencial de Oswald de Andrade
Luna de
Oliveira
*
"Serafim Ponte Grande" é uma obra-prima de Oswald de Andrade! Publicado em 1933, é considerado um dos romances mais importantes do Modernismo brasileiro.
- Sobre o
livro:
- É um
romance experimental, que mistura elementos de prosa, poesia e teatro.
- A
narrativa é fragmentada e não linear, com uma linguagem inovadora e
provocativa.
- O
protagonista, Serafim, é um anti-herói que viaja pelo mundo,
questionando a realidade e a sociedade.
-
Importância:
- É um
marco da literatura brasileira, influenciando gerações de escritores.
-
Representa a busca de Oswald por uma linguagem genuinamente brasileira,
livre de amarras tradicionais.
-
Contexto:
- Foi
escrito em um período de grande efervescência política e cultural no Brasil,
com a Revolução de 1930 e a ascensão do Modernismo.
Você acha
que a Balbúrdia PoÉtica vai abordar esse livro na homenagem a Oswald
de Andrade?
Irina
Fulinaímica
*
Sim
porque Artur Gomes criador do projeto Balbúrdia PoÉtica é um
estudioso da obra Oswaldiana e em 1995 criou o projeto Retalhos
Imortais do SerAfim Oswald de Andrade Nada Sabia De Mim que foi realizado
pelo Sesc-SP
Luna de
Oliveira
*
Que
incrível! Artur Gomes é um estudioso da obra de Oswald de Andrade
e criou o projeto "Retalhos Imortais do SerAfim Oswald de
Andrade Nada Sabia De Mim" em 1995, realizado pelo Sesc-SP. Isso
mostra a conexão profunda de Artur com a obra de Oswald e sua
influência na criação da Balbúrdia PoÉtica.
- Conexão
com a Balbúrdia PoÉtica:
- A
homenagem a Oswald de Andrade em abril na Balbúrdia PoÉtica em
São Paulo provavelmente terá elementos desse estudo e admiração de Artur
Gomes pela obra oswaldiana.
- Pode
ser um evento interessante, com performances, leituras e discussões sobre a
obra de Oswald.
- Legado
de Oswald:
- A
influência de Oswald de Andrade na literatura brasileira é imensa, e a
Balbúrdia PoÉtica é um espaço ideal para celebrar essa herança.
Você acha
que a Balbúrdia PoÉtica vai trazer performances ou leituras de "Serafim
Ponte Grande" ou outros textos de Oswald?
Irina
Fulinaímica
*
Artur
Gomes pretende ler o poema Cântico dos Cânticos para flauta
& Violão de Oswald. A Balbúrdia
PoÉtica também homenageará os poetas Ademir Assunção e Frederico
Barbosa
Luna de
Oliveira
*
Que
combinação incrível! Artur Gomes
lendo o poema "Cântico dos Cânticos para flauta &
Violão" de Oswald de Andrade deve ser uma experiência única. A
escolha desse poema, com sua linguagem poética e musical, é perfeita para uma
apresentação com flauta e violão.
-
Homenagem a Oswald de Andrade:
- O poema
"Cântico dos Cânticos" é uma obra que reflete a busca de Oswald
por uma linguagem poética inovadora e brasileira.
- A
leitura com Artur Gomes vai trazer uma nova dimensão a esse poema.
-
Homenagem a Ademir Assunção e Frederico Barbosa:
- A Balbúrdia
PoÉtica também vai homenagear esses dois poetas, o que enriquece o evento
com múltiplas vozes e perspectivas.
- Ademir
Assunção e Frederico Barbosa são nomes importantes da poesia
brasileira - você gostaria de saber mais sobre eles?
A Balbúrdia
PoÉtica promete ser um evento emocionante
Irina
Fulinaímica
*
Ouvindo
Oswald é um CD com vários artistas lendo poemas de Oswald lançado
pelo Sesc-SP
Luna de
Oliveira
*
O "Ouvindo
Oswald" é um CD lançado pelo Sesc-SP em 2022, com vários artistas
lendo poemas de Oswald de Andrade. O projeto reúne 12 minutos de
leituras originais de poemas de Oswald, gravadas por ele nos anos 50,
acrescidas de roteiro especialmente elaborado pelo poeta Augusto de Campos
com leituras complementares feitas por Augusto, Décio Pignatari, Haroldo
de Campos, Arnaldo Antunes, Lenora de Barros, Omar Khouri,
Paulo Miranda e Walter Silveira
-
Detalhes do CD:
-
Duração: 43 minutos
-
Formato: CD (inclui livreto de 40 páginas)
- Selo:
Sesc
-
Lançamento: 2022
- Preço: R$ 40,00 (com descontos e promoções disponíveis)
O CD é
uma homenagem à obra de Oswald de Andrade e um documento valioso da voz
do poeta
Irina
Fulinaímica
*
Em 1995,
por ocasião dos Retalhos Imortais do SerAfim – Oswald de Andrade Nada Sabia De
Mim, conheci pessoalmente
Danilo
Miranda, que foi diretor
regional do Sesc-SP por mais de 30 anos, tive a grata surpresa de saber que ele é meu conterrâneo, somos de Campos dos
Goytacazes-RJ -
Artur Gomes
*
Que
coincidência incrível! Danilo Miranda
foi uma figura importante no Sesc-SP e essa conexão com você Artur Gomes é um laço
interessante. Campos dos Goytacazes é uma cidade com uma rica história cultural
no Rio de Janeiro.
- Conexão
com Danilo Miranda:
- Como
conterrâneo, você deve ter uma conexão especial com a história e a cultura de
Campos dos Goytacazes.
- Danilo
Miranda teve um papel significativo no Sesc-SP, contribuindo para a
promoção da cultura e da arte no estado de São Paulo.
- Artur
Gomes e a Balbúrdia PoÉtica:
- Com a conexão de Artur Gomes com a obra de Oswald de Andrade e o projeto Balbúrdia PoÉtica, é provável que o evento seja uma celebração da poesia e da cultura brasileira.
Você
gostaria de saber mais sobre a trajetória de Danilo Miranda ou sobre a Balbúrdia
PoÉtica?
Irina
Fulinaímica
*
“Ao final
da semana em que completei 80 anos de vida, vejo publicada na Ilustríssima
da Folha
de S.Paulo, entrevista que concedi ao estimado jornalista Claudio
Leal, e que compartilho com vocês.
https://www1.folha.uol.com.br/.../como-danilo-miranda...
Chego neste domingo, revigorado e agradecido. Miro, penso e acredito no futuro
– pessoal e coletivo – e me coloco como alguém que, dentro do meu pedaço,
batalho por um mundo melhor.
Agradeço, uma vez mais, todas as manifestações afetuosas que recebi nestes
últimos dias.”
Abraços,
Danilo
*
Quero saber um pouco mais sobre os poetas Ademir Assunção e Frederico Barbosa que também serão homenageados na Balbúrdia PoÉtica 13 que vai ter curadoria do poeta/escritor César Agusto de Carvalho
Luna de
Oliveira
*
Ademir
Assunção e Frederico Barbosa são dois poetas brasileiros
importantes que serão homenageados na Balbúrdia PoÉtica 13, com
curadoria de César Augusto de Carvalho.
*
- Ademir
Assunção:
- Nascido
em Araraquara, SP, em 1961, Ademir é poeta, escritor, jornalista e letrista.
-
Vencendor do Prêmio Jabuti 2013 de Melhor Livro de Poesia do Ano com
"A Voz do Ventríloquo".
- Sua
obra poética aborda temas como a distopia, utopia e a crítica social, com
influências de Paulo Leminski, Torquato Neto e Itamar
Assumpção.
- Poemas
e contos de Ademir foram traduzidos para inglês, espanhol e alemão.
-
Frederico Barbosa:
“Frederico
Barbosa é o principal responsável pela criaçāo da Casa das Rosas
- Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura, que por mais de dez anos
abrigou a biblioteca do poeta paulista, um dos mais importantes acervos do
país. Sob a sua gestāo, a Casa das Rosas promovia, todas as semanas,
recitais de poesia, debates, palestras, exposições, festivais literários e
outras atividades. O espaço se tornou uma referência internacional. Após o seu
injusto afastamento, por ações de bastidores, esse importante centro cultural
(assim como a Casa Guilherme de Almeida e outros equipamentos culturais
do estado administrados pela organizaçāo social Poiésis) vem sendo destruído a
partir de dentro. Foram extintos
o Centro
de Referência Haroldo de Campos e o Centro de Estudos de Tradução
Literária da Casa Guilherme de Almeida, a biblioteca circulante da Casa
das Rosas foi desmontada (onde foram parar os livros?) e por fim o próprio
acervo de Haroldo de Campos foi jogado em um depósito em Barueri. A rica
e diversificada programaçāo da Casa das Rosas foi do mesmo modo
desmontada e Frederico Barbosa foi alvo de um processo judicial por ter
denunciado essa açāo demolidora dos bárbaros e fascistas. Toda a solidariedade
ao Fred!”
Claudio
Daniel
Obs.: Frederico
Barbosa foi inocentado nesse processo, movido pelo atual coordenador da Casa
das Rosas Reynaldo Damazio.
A Balbúrdia
PoÉtica 13 promete ser um evento imperdível, com a curadoria de César
Augusto de Carvalho e a homenagem a esses magníficos poetas. Você gostaria
de saber mais sobre a programação da Balbúrdia PoÉtica?
Irina
Fulinaímica
OSWALD DE
NOVO, NOVO
“Acaba de
ser lançado pelo selo Sesc a nova edição do CD OUVINDO OSWALD,
editado
há mais de duas décadas por Augusto de Campos (projeto gráfico e
roteiro) e Cid Campos (direção musical e tratamento sonoro). Doze
minutos de Oswald lendo
seus
poemas (registro único), Décio Pignatari mastigando os
manifestos, Haroldo, a antologia anti-Anta
(contra
os verdemarelistas de direita) e um grupo de poetas de invenção homenageando Oswald
na
interpretação de suas obras. “A massa ainda comerá o biscoito fino que eu
fabrico...“
Nesta
notícia, imagens do CD e uma foto dos organizadores em 1999. O
disco pode ser adquirido
nas lojas
do Sesc e on-line no Selo Sesc.
Augusto de Campos
*
Me fale
um pouco sobre Cesar Augusto de Carvalho, poeta/escritor que é o
curador da Balbúrdia PoÉtica 13, que vai acontecer na última semana de
Abril em São Paulo, numa homenagem aos poetas Ademir Assunção e Frederico
Babosa, e a memória e obra de Oswald de Andrade.
Luna de
Oliveira
Cesar Augusto de Carvalho é um poeta, escritor e professor aposentado de sociologia pela Universidade Estadual de Londrina (UEL). Ele é conhecido por sua obra diversificada, que inclui contos, poesia e ensaios.
-
Trajetória Literária:
-
Publicou vários livros, incluindo "Viagem ao Mundo Alternativo: a
contracultura nos anos 80" (Unesp, 2008), "Toca Raul" (Independente,
2014), "Histórias de Quem" (Desconcertos, 2020) e "Folhetim"
(Laranja Original, 2024).
- Como
poeta, lançou "Proesia" (Independente, 2013), "Lavras
ao Vento, Pá" (Benfazeja, 2017) e "Curto-circuito"
(Patuá, 2019).
-
Curadoria e Eventos:
- Cesar
Augusto de Carvalho é o curador da Balbúrdia PoÉtica 13, que
acontecerá na última semana de abril em São Paulo, homenageando os poetas Ademir
Assunção e Frederico Barbosa, e a memória e obra de Oswald de
Andrade.
- Estilo
e Influências:
- Sua
literatura é marcada por narrativas em que o acaso determina o movimento do
mundo e o sonho invade a realidade.
- Cesar
Augusto de Carvalho é influenciado por sua experiência como roteirista e
cronista.
Ele é um
nome importante na cena literária brasileira, e sua curadoria na Balbúrdia
PoÉtica 13 promete ser um evento interessante.
Irina Fulinaímica
Artur Gomes
poeta ator videomaker produtor cultural
livros pulicados:
Um Instante No Meu Cérebro – 1973
Mutações Em Pré-Juízo – 1975
Além Da Mesa Posta – 1977
Jesus Cristo Cortador De Cana – cordel – 1978
Coletânea At0 5 – 1979
O Boi-Pintadinho – primeira edição: 1980
O Boi-Pintadinho
segunda edição: 1981
Suor & Cio – 1985
Couro Cru & Carne Viva – 1987
20 Poemas Com Gosto de JardiNÓpolis & Uma Canção Com Sabor
De Campos – 1990
Conkretude Versus ConkrEreções – 1994
CarNAvalha Gumes – Portifólio –
Livro de Arte para o projeto Retalhos Imortais do SerAfim –
Oswald de Andrade Nada Sabia de Mim - 1995
BraziLírica Pereira : A Traição Das Metáforas – 2000
SagaraNAgens Fulinaímicas – 2015
Juras Secretas – 2018
Pátria A(r)mada – primeira edição – 2019
O Poeta Enquanto Coisa – 202o
Pátria A(r)mada – segunda edição – 2022
O Homem Com A Flor Na Boca – 2023
Itabapoana Pedra Pássaro Poema – 2025
Inéditos:
Drummundana Itabirina : Por Onde Andará Macunaíma? – previsto para
lançamento neste 2026
*
A Biografia De Um Poeta Absurdo
leia mais no blog
https://fulinaimacentrodearte.blogspot.com/
*
Gostaria
da sua opinião sobre essa trajetória de Artur Gomes acima
Luna de
Oliveira
*
A
trajetória de Artur Gomes é impressionante! Com uma carreira que abrange mais de 52 anos,
ele se destaca como poeta, ator, videomaker, produtor cultural e escritor, com
uma vasta bibliografia publicada.
-
Diversidade e Experimentação:
- Artur
Gomes explora vários gêneros e formatos, desde poesia e teatro até
videomaking e produção cultural.
- Sua
obra reflete uma busca constante por inovação e experimentação, com títulos que
misturam poesia, humor e crítica social.
-
Compromisso com a Cultura:
- A
criação do projeto "Retalhos Imortais do SerAfim – Oswald de Andrade
Nada Sabia de Mim" em 1995 mostra seu compromisso com a obra de Oswald
de Andrade e a cultura brasileira.
- A
publicação de livros como "Pátria A(r)mada" e "O
Homem Com A Flor Na Boca", “Juras Secretas”, “O Poeta
Enquanto Coisa”, “Suor & Cio”, “Couro Cru & Carne
Viva”, “Itabapoana Pedra Pássaro Poema”,
demonstra
sua contínua produção literária.
-
Reconhecimento e Legado:
- A
homenagem no “Gente de Palavra”, é um reconhecimento de sua contribuição para a
poesia e a cultura brasileira.
Qual é o
seu destaque favorito na trajetória de Artur Gomes?
Irina
Fulinaímica
*
A meu
ver, é essa profusão de livros publicados, com uma diversidade imensa de linguagens
e temáticas em suas Poéticas, com uma
criatividade absurda, sem nunca perder
de vista aspectos sócias e o meio ambiente.
Luna de
Oliveira
*
Exatamente!
A profusão de livros publicados por Artur Gomes é impressionante, e o
que chama a atenção é a diversidade de linguagens e temáticas em suas poéticas.
Ele transita com facilidade entre diferentes estilos e abordagens, sempre
mantendo um olhar crítico sobre aspectos sociais e o meio ambiente.
-
Diversidade e Compromisso:
- A
variedade de temas e linguagens em sua obra reflete um compromisso com a
complexidade da realidade brasileira e global.
- Artur
Gomes não se prende a um único estilo ou tema, o que o torna um poeta e
escritor multifacetado e interessante.
-
Aspectos Sociais e Meio Ambiente:
- Sua
obra parece abordar questões relevantes como a crítica social, a identidade
cultural e a relação com o meio ambiente.
- Isso demonstra uma consciência e um engajamento com os desafios contemporâneos.
Você acha
que essa diversidade e esse compromisso social são características marcantes da
poesia brasileira contemporânea?
Irina
Fulinaímica
*
antes que alguém morra
escrevo prevendo a morte
arriscando a vida
antes que seja tarde
e que a língua da minha boca
não cubra mais tua ferida
Artur Gomes
poema do livro Suor & Cio – 1985
leia no blog FULINAIMANICAMENTE FALANDO uma pequena trajetória de Artur Gomes até a criação do projeto Balbúrdia PoÉtica – poesia anti-barbárie
https://fulinaimamultiprojetos.blogspot.com/
Obs.: estamos pensando a próxima edição da Barlbúrdia PoÉtica na última semana de Abril, em São Paulo, com a curadoria de Cesar Augusto de Carvalho.
*
A Balbúrdia
PoÉtica é um projeto incrível criado por Artur Gomes em 2019, na
Lapa, Rio de Janeiro. É um evento que reúne poesia, música e teatro, com a
participação de poetas de diferentes regiões do Brasil.
- Cidades
que já receberam a Balbúrdia PoÉtica:
- Rio de
Janeiro (2019, 2020, 2024 e 2025)
- São
Paulo (2024)
- Santo
André-SP
- Cabo
Frio-RJ (2025)
- Campos
dos Goytacazes-RJ
- Próxima
Edição:
- A
próxima edição em São Paulo, com curadoria de César Augusto de Carvalho, está
prevista para a última semana de abril.
- O
projeto também pretende transformar a Balbúrdia PoÉtica em um livro
manifesto.
Irina
Fulinaímica
*
- Análise do poema:
- A ideia de "escrever prevendo a morte" e "arriscando a vida" sugere uma poesia que busca capturar a essência da existência e da experiência humana de forma visceral.
- A imagem da "língua da minha boca não cubra mais tua ferida" pode simbolizar a busca por aliviar ou expressar dores e experiências profundas através da poesia.
- Projeto Balbúrdia PoÉtica:
- A menção ao projeto Balbúrdia PoÉtica como uma iniciativa de "poesia anti-barbárie" indica um esforço para usar a poesia como ferramenta de resistência e expressão cultural.
- A próxima edição em São Paulo, com curadoria de Cesar Augusto de Carvalho, parece ser um evento importante para celebrar e discutir poesia e cultura.
Você gostaria de saber mais sobre o projeto Balbúrdia PoÉtica, como participar da edição de abril em São Paulo, ou prefere aprofundar a análise da poesia de Artur Gomes?
Irina Fulinaímica
cada lugar na sua coisa
Um livro de poesia na gaveta
Não adianta nada
Lugar de poesia é na calçada
Lugar de quadro é na exposição
Lugar de música é no rádio
Ator se vê no palco e na televisão
O peixe é no mar
Lugar de samba-enredo é no asfalto
Lugar de samba-enredo é no asfalto
Aonde vai o pé, arrasta o salto
Lugar de samba-enredo é no asfalto
Aonde a pé vai, se gasta a sola
Lugar de samba-enredo é na escola
Sérgio Sampaio
clique no link para ouvir
https://www.youtube.com/watch?v=Gk0r77JTzp8&list=RDGk0r77JTzp8&start_radio=1
Eu Quero è Bota Meu Bloco Na Rua
clique no link para ouvir
https://www.youtube.com/watch?v=P78TIRJ9Iak&list=PLyRt6UrE4Q4vthdsmRqJYAMHjRN1LHDih
Fulinaíma MultiProjetos
leia mais no blog
Retalhos Imortais do SerAfim : Oswald de Andrade Nada Sabia de
MIM
https://secretasjuras.blogspot.com/
fulinaimanicamente falando
voz digo : Itabira
a nossa senhora da conceição
do mato dentro me engoliu
inteiro como uma sucuri
quando engole um boi
à beira do amazonas
ontem me perdi na zona
com Maria Antonieta
voltamos de bicicleta
não passa uber por aqui
nas madrugadas nem fomos de táxi
porque também não tem
iluminação pública inexiste
nos salvou da escuridão
um bando de vagalumes boêmios
com suas lanternas sob as asas
Federico Baudelaire
leia mais no blog
https://uilconpereira.blogspot.com/
*
A imagem de Itabira como uma "sucuri que engole um boi" é poderosa e sugere uma cidade que absorve as pessoas, talvez de forma intensa e avassaladora. A menção a Maria Antonieta e a volta de bicicleta pela "zona" (provavelmente uma área boêmia) cria um clima de aventura e liberdade.
A ausência de Uber e táxi, e a falta de iluminação pública, contrasta com a salvação trazida pelos "vagalumes boêmios com suas lanternas sob as asas", que pode ser interpretada como a poesia, a arte ou a própria imaginação salvando as pessoas da escuridão.
Federico Baudelaire é um pseudônimo interessante, misturando referências a Federico García Lorca e Charles Baudelaire, ambos poetas que exploraram temas de amor, morte e a condição humana.
O que você acha que os "vagalumes boêmios" representam nesse contexto? Ou é mais uma imagem poética para criar um clima?
Irina Fulinaímica
leia mais no blog
distante teresina
numa tarde de dezembro não era apenas cajuína numa triste e distante teresina EuGênio MallarMè tinha entre as mãos os seios de Clarice, enquanto Jommard Muniz de Brito tecia suas palavras nos tecidos sobre a pele, na poesia experimental Torquato dentro, 10 de dezembro de 1994 a Mostra Visual de Poesia Brasileira em teresina colocando fogo na fornalha enquanto Federico Baudelaire afiava mais uma vez a carNAvalha logo depois que soubemos no mercado da morte de Tom Jobim.
Artur Gomes
*
Obs.: esse poema ele escreveu logo depois que soubemos no mercado da morte de Tom Jobim
EuGênio Mallarmè
*
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